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Máfia de Malta é desmantelada em operação policial internacional

Parlamento Europeu aprova a "Lei de Daphne", mas jornalistas em Malta ainda enfrentam desafios e impunidade persiste após assassinato de Galizia.

Daphne com o marido, Peter, e um dos três filhos, Paul, em foto de 1989: ela morreu em 2017 quando seu Peugeot 108 explodiu (Foto: Daphne Project para Getty Images)
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  • Daphne Caruana Galizia, jornalista investigativa de Malta, foi assassinada em 16 de outubro de 2017, após expor corrupção no governo.
  • Seu trabalho revelou escândalos envolvendo figuras políticas e empresas offshores, contribuindo para um clima de impunidade no país.
  • Em 2024, o Parlamento Europeu aprovou a “Lei de Daphne”, que visa proteger jornalistas de abusos judiciais, mas a situação do jornalismo em Malta continua precária.
  • Após o assassinato, três homens foram presos, mas o mandante, Yorgen Fenech, aguardou julgamento em liberdade.
  • Apesar da nova legislação, muitos jornalistas ainda enfrentam processos judiciais, refletindo a cultura de impunidade que persiste.

Daphne Caruana Galizia, jornalista investigativa de Malta, foi assassinada em 16 de outubro de 2017, após expor corrupção no governo. Seu trabalho revelou escândalos envolvendo figuras políticas e empresas offshores, culminando em um clima de impunidade que ainda persiste no país. Em 2024, o Parlamento Europeu aprovou a “Lei de Daphne”, que visa proteger jornalistas de abusos judiciais, mas a situação do jornalismo em Malta continua precária.

A jornalista, que vivia em Bidnija, era a mais lida do país, com um blog que alcançava mais de um milhão de acessos diários. Antes de sua morte, Galizia estava investigando os Panamá Papers, revelando que membros do governo malteses abriram empresas de fachada no Panamá após as eleições de 2013. Sua última publicação, uma mensagem enigmática sobre a corrupção, foi feita horas antes de sua morte, quando seu carro foi explodido por uma bomba.

Após o assassinato, a indignação global foi imediata, com protestos em Malta e apelos por justiça. O primeiro-ministro da época, Joseph Muscat, prometeu investigar, mas a resposta do governo foi lenta e ineficaz. Em 2019, três homens foram presos pelo crime, mas o mandante, Yorgen Fenech, aguardou julgamento em liberdade após ter seu pedido de fiança aprovado em janeiro de 2025.

Apesar da nova legislação, a realidade do jornalismo em Malta permanece desafiadora. A Lei de Daphne é um passo importante, mas muitos jornalistas ainda enfrentam processos judiciais que dificultam seu trabalho. Caroline Muscat, do portal The Shift News, relata que continua a enfrentar ações judiciais, refletindo a cultura de impunidade que ainda prevalece.

O assassinato de Galizia e as investigações subsequentes revelaram a fragilidade da liberdade de expressão em Malta. O inquérito sobre seu assassinato apontou que o Estado teve responsabilidade pelo clima de impunidade, mas as reformas recomendadas ainda não foram implementadas. A luta por justiça e proteção aos jornalistas continua, com a família Galizia e ativistas pressionando por mudanças efetivas.

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