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Rússia denuncia instalação de mísseis dos EUA na Europa e quebra acordo militar

Rússia encerra moratória sobre mísseis de curto e médio alcance, citando ameaças dos EUA e da OTAN como justificativa para a decisão

Míssil intercontinental balístico russo Yars é lançado em exercício de guerra nuclear em Plesetsk, em 2022 (Foto: Ministério da Defesa da Rússia/AP Photo)
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  • A Rússia anunciou o fim da moratória sobre a instalação de mísseis de curto e médio alcance.
  • A decisão foi tomada em resposta ao posicionamento de armas semelhantes pelos Estados Unidos na Europa e na região Ásia-Pacífico.
  • A moratória havia sido estabelecida em 2019 após a retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).
  • O governo russo responsabilizou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) pela mudança de postura.
  • A tensão entre Rússia e Ocidente aumentou, especialmente em relação à guerra na Ucrânia e ao envio de submarinos nucleares pelos EUA.

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (4) o fim de sua moratória sobre a instalação de mísseis de curto e médio alcance, alegando que as condições para manter essa suspensão não existem mais. O governo russo responsabilizou os Estados Unidos pelo posicionamento de armas semelhantes na Europa e na região Ásia-Pacífico.

A moratória, que havia sido adotada em 2019, foi uma resposta à retirada dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que proibia mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km. O ex-presidente Dimitri Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, afirmou que a decisão é resultado da política antirrussa da OTAN.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que a suspensão, que era uma decisão unilateral, não pode mais ser mantida devido às ações dos EUA. A Rússia havia proposto a moratória como uma forma de evitar a escalada militar, condicionando-a à não instalação de mísseis por parte dos americanos.

Além disso, a tensão entre os dois países aumentou após o envio de submarinos nucleares pelos EUA, o que foi minimizado pelo porta-voz russo, Dmitry Peskov. Ele pediu cautela nas declarações sobre armas nucleares, ressaltando que os submarinos já estão em serviço.

A situação se agrava em um contexto de crescente rivalidade entre Rússia e Ocidente, especialmente em relação à guerra na Ucrânia. O governo russo agora se vê pressionado a responder a uma nova dinâmica de segurança na região, que pode ter implicações significativas para a estabilidade global.

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