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Microestado remoto registra apenas 6 vendas de ‘cidadanias climáticas’ em 6 meses

Nauru enfrenta baixa adesão ao programa de cidadania climática, com apenas seis passaportes vendidos em seis meses e preocupações sobre segurança

Quanto custa a cidadania em Nauru? Pequeno país do Pacífico vende 'passaportes dourados' para financiar luta climática; entenda (Foto: AFP)
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  • Nauru lançou um programa de “cidadania de resiliência climática” para vender passaportes a US$ 105 mil cada, com a meta de arrecadar US$ 5 milhões no primeiro ano.
  • Após seis meses, apenas seis solicitações foram aprovadas, incluindo duas famílias e quatro indivíduos.
  • O presidente de Nauru, David Adeang, acredita que a venda de passaportes ajudará a garantir um futuro sustentável para o país.
  • Há preocupações sobre possíveis abusos no programa, com uma solicitação já retirada após verificação de antecedentes.
  • Outros países do Pacífico, como Vanuatu e Tonga, estão adotando iniciativas semelhantes para enfrentar as mudanças climáticas.

O microestado de Nauru, localizado no Pacífico, lançou um programa de “cidadania de resiliência climática” com o objetivo de vender passaportes por US$ 105 mil cada. A iniciativa visa arrecadar US$ 5 milhões no primeiro ano para financiar ações contra as mudanças climáticas. No entanto, após seis meses, apenas seis solicitações foram aprovadas, incluindo duas famílias e quatro indivíduos.

O presidente de Nauru, David Adeang, expressou otimismo em relação ao programa, afirmando que a venda de passaportes ajudará a garantir um futuro sustentável para o país. Apesar da baixa adesão inicial, o governo espera vender 66 passaportes no primeiro ano e, eventualmente, arrecadar US$ 43 milhões com cerca de 500 pedidos aprovados.

Preocupações com o Programa

Entretanto, surgem preocupações sobre possíveis abusos no programa. Edward Clark, chefe do programa de passaporte climático, revelou que uma solicitação foi retirada após a verificação de antecedentes apresentar “resultados adversos”. O passaporte de Nauru oferece entrada sem visto para mais de 80 países, o que pode ser um atrativo para potenciais investidores.

Outras nações do Pacífico, como Vanuatu e Tonga, também estão implementando programas semelhantes, refletindo uma tendência crescente na região. Um relatório do Banco Mundial de 2024 indicou que a adaptação à elevação do nível do mar custará cerca de US$ 10 bilhões para países insulares do Pacífico, evidenciando a urgência de iniciativas como a de Nauru.

A situação em Nauru destaca a complexidade da luta contra as mudanças climáticas, onde a busca por soluções financeiras se entrelaça com a necessidade de garantir a segurança e a integridade dos processos de cidadania.

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