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Finlândia processa tripulação de petroleiro por sabotagem a cabos submarinos

Tripulantes do petroleiro Eagle S. são acusados de danificar cabos submarinos, gerando perdas de € 60 milhões e riscos às telecomunicações finlandesas

Petroleiro Eagle S., retido em porto na Finlândia, por suspeita de sabotagem contra cabos submarinos (Foto: Jussi Nukari / Lehtikuva / AFP)
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  • O Ministério Público da Finlândia apresentou acusações formais contra três tripulantes do petroleiro Eagle S., suspeitos de sabotagem a cabos submarinos no Mar Báltico.
  • O incidente ocorreu em dezembro do ano passado e é considerado um ato de sabotagem pelas autoridades.
  • A embarcação, registrada sob a bandeira das Ilhas Cook, é associada à “frota fantasma” russa, que evita sanções internacionais.
  • Os acusados enfrentam acusações de sabotagem agravada e interferência nas telecomunicações da Finlândia, com danos estimados em € 60 milhões.
  • O dano afetou cabos que conectam a Finlândia à Estônia, criando riscos para as telecomunicações e o fornecimento de energia no país.

O Ministério Público da Finlândia apresentou acusações formais contra três tripulantes do petroleiro Eagle S., suspeitos de sabotagem a cabos submarinos no Mar Báltico. O incidente ocorreu em dezembro do ano passado e é considerado um ato de sabotagem pelas autoridades locais.

Os promotores alegam que a embarcação, que possui bandeira das Ilhas Cook, faz parte da chamada “frota fantasma” russa, utilizada para evitar sanções internacionais. Os acusados, incluindo o capitão e dois oficiais, enfrentam acusações de sabotagem agravada e interferência nas telecomunicações da Finlândia. Segundo a investigação, o navio teria danificado cabos submarinos ao lançar a âncora no Golfo da Finlândia, resultando em perdas estimadas em € 60 milhões.

O dano afetou pelo menos quatro cabos que conectam a Finlândia à Estônia, criando um “sério risco” para as telecomunicações e o fornecimento de energia no país. Apesar de a embarcação ter sido retida pela Marinha finlandesa, foi liberada para seguir viagem no início de 2023. Os tripulantes negam as acusações, afirmando que o incidente ocorreu em águas internacionais, o que, segundo eles, inviabilizaria a jurisdição finlandesa.

Contexto Regional

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, o Mar Báltico tem sido palco de diversas sabotagens a embarcações e infraestruturas essenciais. Especialistas apontam que esses atos fazem parte de uma “guerra híbrida” promovida por Moscou. Em 2022, explosões danificaram os gasodutos Nordstream 1 e 2, que transportavam gás russo para a Europa.

A vulnerabilidade da Finlândia a ataques é ressaltada por Jukka Rappe, vice-procurador-geral do país. Ele destacou que a nação depende de cabos submarinos para suas conexões com a Suécia, Estônia e Europa Central. A frota fantasma russa, que pode incluir até 600 embarcações, utiliza táticas para evitar fiscalização, como o desligamento de sistemas de rastreamento e transferências de carga em alto-mar, além de estar equipada para realizar atos de sabotagem.

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