- Ministros das Relações Exteriores de 25 países pediram a Israel, em 12 de agosto, que amplie a ajuda humanitária em Gaza.
- A declaração conjunta destaca a grave crise alimentar e a necessidade urgente de proteger civis e trabalhadores humanitários.
- Os ministros enfatizaram que ações imediatas são essenciais para combater a fome e respeitar o espaço humanitário.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a situação em Gaza é catastrófica, com 52% dos medicamentos em estoque zerados.
- Autoridades de saúde relataram que quase 197 palestinos morreram de fome devido ao cerco israelense.
Ministros das Relações Exteriores de 25 países solicitaram, nesta terça-feira, 12, que Israel amplie a ajuda humanitária em Gaza, alertando sobre a grave crise alimentar e a necessidade urgente de proteger civis e trabalhadores humanitários. Em uma declaração conjunta, os chanceleres enfatizaram que o sofrimento no enclave palestino atingiu níveis inimagináveis.
Os ministros destacaram que ações imediatas são essenciais para combater a fome e que o espaço humanitário deve ser respeitado. Eles alertaram que novas exigências de registro podem forçar ONGs internacionais a deixar a região, o que agravaria ainda mais a situação. O comunicado pede que Israel permita a entrada de ajuda humanitária, incluindo alimentos, medicamentos e suprimentos essenciais.
A declaração também agradeceu aos esforços dos EUA, Catar e Egito em buscar um cessar-fogo e a paz. A trégua é considerada vital para a libertação de reféns e para a entrada de ajuda em Gaza sem restrições. Recentemente, autoridades de saúde em Gaza relataram que quase 197 palestinos morreram de fome devido ao cerco israelense.
Situação Crítica em Gaza
O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) nos territórios palestinos, Rik Peeperkorn, descreveu a situação em Gaza como catastrófica. Ele afirmou que a fome e a desnutrição continuam a devastar a população. A OMS enfrenta dificuldades para enviar suprimentos, com 52% dos medicamentos em estoque zero. Apenas metade dos hospitais e 38% dos centros de saúde estão operando, mas de forma limitada.
Além disso, o escritório de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, acusou Israel de bloquear a entrada de mais de 430 itens alimentares, incluindo carne, laticínios e vegetais. A situação se torna ainda mais crítica com a ocupação de leitos nos hospitais, que chegou a 240% da capacidade no Al-Shifa e 300% no Al-Ahli.
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