- Ucranianos acordaram aliviados após a cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, que não resultou em acordos sobre a guerra na Ucrânia.
- O encontro, que durou quase três horas, foi marcado por uma recepção calorosa a Putin, incluindo honras de Estado, o que gerou críticas em Kiev.
- Autoridades ucranianas, como Oleksandr Merejiko, consideraram a postura de Trump uma “punhalada nas costas” e alertaram sobre o risco à soberania da Ucrânia.
- O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, pediu sanções mais rigorosas contra a Rússia e planeja retornar a Washington em busca de apoio.
- A cúpula deixou em aberto a possibilidade de novas conversas entre Trump e Putin, mas a Ucrânia insiste na necessidade de sua participação nas negociações.
Ucranianos acordaram no sábado, 16 de agosto, aliviados após a cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca não resultar em acordos concretos sobre a guerra na Ucrânia. O encontro, que gerou expectativas de um possível cessar-fogo, foi marcado por uma recepção calorosa a Putin, o que provocou críticas em Kiev.
A recepção ao líder russo incluiu honras de Estado, como o tapete vermelho e a presença de soldados americanos, o que foi interpretado como uma legitimização de suas ações agressivas na Ucrânia. Maria Drachova, advogada em Kyiv, expressou indignação, afirmando que “um agressor responsável por milhões de mortes não deveria ser tratado com tal pompa”.
Durante a cúpula, Trump e Putin conversaram por quase três horas, mas não chegaram a compromissos claros. Putin, que se beneficiou da atmosfera amigável, evitou mencionar a invasão da Ucrânia, enquanto Trump, visivelmente desanimado, não trouxe novidades sobre sanções ou um plano de paz. A falta de resultados concretos deixou aliados preocupados, com o senador Jack Reed criticando a abordagem de Trump.
Reações em Kiev
As autoridades ucranianas reagiram com descontentamento à cúpula. Oleksandr Merejiko, presidente do comitê de relações exteriores do Parlamento ucraniano, descreveu a nova postura de Trump como uma “punhalada nas costas”. Ele alertou que a proposta de um acordo de paz poderia comprometer a soberania da Ucrânia, especialmente em relação a Donetsk e Lugansk.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, enfatizou a necessidade de sanções mais rigorosas contra a Rússia e a importância de manter a pressão sobre Moscou. Zelensky está programado para retornar a Washington na próxima segunda-feira, 18 de agosto, em busca de um apoio mais firme dos EUA.
A cúpula no Alasca, embora sem avanços significativos, deixou em aberto a possibilidade de novas conversas entre Trump e Putin. A situação permanece tensa, com a Ucrânia insistindo que qualquer negociação deve incluir sua participação ativa.
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