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Exército do Sudão é acusado de torturar pessoas até a morte, denuncia ONG

Guerra civil no Sudão intensifica violações de direitos humanos, com torturas, mortes de prisioneiros e crise humanitária alarmante

Khartum era uma casca queimada de seu antigo eu após o exército recapturá-la em março (Foto: Avaaz via Getty Images)
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  • A guerra civil no Sudão, que dura dois anos, resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas e na recaptura de Khartoum pelo exército sudanês.
  • O grupo de direitos humanos Emergency Lawyers denunciou torturas e mortes de prisioneiros, além de relatar a existência de “câmaras de execução”.
  • A organização documentou centenas de detenções na capital, evidenciando uma escalada de violações por parte do exército e das Forças de Apoio Rápido (RSF).
  • A ONU afirmou que tanto o exército quanto as RSF são responsáveis por detenção arbitrária, tortura e maus-tratos.
  • A crise humanitária no Sudão afeta 12 milhões de pessoas, com surtos de cólera e milhares de casos registrados.

A guerra civil no Sudão, que já dura dois anos, continua a provocar uma crise humanitária devastadora. O exército sudanês recapturou Khartoum em março, mas a luta contra as Forças de Apoio Rápido (RSF) resultou na morte de dezenas de milhares de pessoas.

Recentemente, o grupo de direitos humanos Emergency Lawyers denunciou torturas e mortes de prisioneiros, além de relatar a existência de “câmaras de execução”. A organização documentou centenas de detenções na capital, evidenciando uma escalada alarmante de violações por parte do exército e das RSF.

Em um comunicado, o Emergency Lawyers afirmou que muitos detidos foram encontrados mortos, com sinais de tortura. A situação é crítica, com alguns prisioneiros sendo levados a centros de detenção em condições desumanas. As alegações incluem prisões arbitrárias e julgamentos realizados por agências de segurança que não respeitam os padrões básicos de justiça.

A ONU também destacou que tanto o exército quanto as RSF são responsáveis por um padrão generalizado de detenção arbitrária, tortura e maus-tratos. O conflito gerou uma das piores crises humanitárias do mundo, com 12 milhões de pessoas deslocadas e a fome declarada em várias regiões do país.

Além disso, a guerra contribuiu para um surto de cólera, com quase 100 mil casos e 2.470 mortes registradas no último ano, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). A situação no Sudão continua a se deteriorar, enquanto as violações dos direitos humanos se intensificam em meio ao conflito.

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