- As autoridades militares de Mali prenderam um grupo de militares e civis, incluindo dois generais e um suposto agente francês, acusados de tentar desestabilizar o governo.
- O ministro da Segurança, Gen Daouda Aly Mohammedine, afirmou que a situação está sob controle e que uma investigação está em andamento.
- Entre os detidos estão Gen Abass Dembélé, ex-governador da região de Mopti, e Gen Néma Sagara, conhecida por seu combate a militantes em 2012.
- O agente francês, Yann Vezilier, é acusado de atuar em nome dos serviços de inteligência da França.
- Analistas acreditam que as prisões visam intimidar opositores e evitar descontentamentos que possam levar a um novo golpe militar.
As autoridades militares de Mali anunciaram a prisão de um grupo de militares e civis, incluindo dois generais e um suposto agente francês, sob a acusação de tentativas de desestabilização do governo. O ministro da Segurança, Gen Daouda Aly Mohammedine, afirmou que a situação está “completamente sob controle” e que uma investigação está em andamento.
As detenções ocorreram após relatos de que dezenas de oficiais militares foram levados à custódia. O governo interino de Mali, que enfrenta uma crescente insatisfação popular e militar, busca conter qualquer movimento que possa resultar em um novo golpe. Mohammedine descreveu os detidos como “elementos marginais” das forças armadas e de segurança, envolvidos em atividades criminosas.
Detalhes das Prisões
Entre os presos, estão Gen Abass Dembélé, ex-governador da região de Mopti, e Gen Néma Sagara, reconhecida por sua atuação no combate a militantes em 2012. Dembélé foi demitido em maio após solicitar uma investigação sobre alegações de assassinatos de civis. O agente francês, identificado como Yann Vezilier, é acusado de atuar em nome dos serviços de inteligência da França, mobilizando líderes políticos e militares em Mali.
Analistas sugerem que as prisões visam intimidar opositores e evitar que descontentamentos se transformem em ações mais organizadas contra o regime militar. Rida Lyammouri, do Policy Center for the New South, comentou que as autoridades estão cientes da insatisfação e tentam evitar que isso evolua para um novo golpe.
Contexto de Insegurança
Mali enfrenta uma grave crise de segurança, com insurgências de grupos armados ligados ao al-Qaida e ao Estado Islâmico. Desde os golpes militares de 2020 e 2021, o país expulsou tropas francesas e buscou apoio da Rússia. Apesar das promessas de retorno à ordem civil até março de 2024, a situação permanece tensa, com ataques de militantes aumentando nos últimos meses.
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