- A União Africana (UA) anunciou apoio à campanha “Correct the Map”, que busca substituir a projeção Mercator pela Equal Earth.
- A iniciativa visa corrigir a distorção que minimiza o tamanho da África, o segundo maior continente do mundo.
- A vice-presidente da Comissão da UA, Selma Malika Haddadi, afirmou que a Mercator perpetua a ideia de marginalização da África.
- A campanha, liderada por grupos como Africa No Filter e Speak Up Africa, propõe a inclusão da Equal Earth nos currículos escolares africanos.
- A UA planeja discutir ações com seus 55 estados membros para promover a nova projeção e envolver organizações internacionais.
A União Africana (UA) anunciou seu apoio à campanha “Correct the Map”, que visa substituir a projeção Mercator pela Equal Earth. A iniciativa busca corrigir a distorção que minimiza o tamanho do continente africano, frequentemente subestimado em representações cartográficas.
A vice-presidente da Comissão da UA, Selma Malika Haddadi, afirmou que a projeção Mercator perpetua a ideia de que a África é “marginal”, apesar de ser o segundo maior continente do mundo. Com mais de 1 bilhão de habitantes, a África merece uma representação que reflita sua verdadeira importância global. Haddadi destacou que a distorção cartográfica influencia a percepção pública e as políticas relacionadas ao continente.
A campanha, liderada por grupos como Africa No Filter e Speak Up Africa, propõe que governos e instituições adotem a Equal Earth, uma projeção que representa os continentes de forma mais equilibrada. Fara Ndiaye, cofundadora da Speak Up Africa, enfatizou que corrigir o mapa é também corrigir a narrativa global sobre a África. A iniciativa busca que a Equal Earth seja incluída nos currículos escolares africanos, promovendo uma nova geração que compreenda a verdadeira dimensão do continente.
Impacto da Projeção Equal Earth
A Equal Earth, criada em 2018, oferece uma alternativa que corrige as distorções da Mercator, que favorece regiões próximas aos polos. Carlos Lopes, professor da Universidade da Cidade do Cabo, ressaltou que a questão vai além da cartografia, envolvendo dignidade e identidade africana. Ele comparou a distorção a um lar que aparece pequeno em um mapa, gerando um desejo de correção.
A UA planeja discutir ações coletivas com seus 55 estados membros para promover a adoção da Equal Earth. A expectativa é que essa mudança impacte a forma como africanos e o mundo veem o continente, contribuindo para uma percepção mais justa sobre sua dimensão real. A campanha também visa envolver organizações internacionais, como o Banco Mundial e a ONU, para que adotem a nova projeção.
Embora a Mercator ainda seja amplamente utilizada, algumas instituições já estão adotando alternativas. O Google Maps, por exemplo, introduziu um globo em 3D, enquanto a NASA utiliza a Equal Earth para mapas climáticos. A campanha “Correct the Map” espera que a mudança se torne uma norma, promovendo um mundo mais equilibrado e justo.
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