- Conflitos armados, perseguição religiosa e crises políticas/financeiras contribuíram para a fuga de milhares de cristãos no Oriente Médio, segundo lideranças locais.
- Em 2011, a Síria abrigava cerca de 2 milhões de cristãos; hoje são aproximadamente 579 mil. No Iraque, o número caiu de cerca de 1,5 milhão para menos de 200 mil. Nos Territórios Palestinos, cristãos passaram de 11% da população em 1922 para 1% na Faixa de Gaza e na West Bank em 2017. Em Belém, cristãos eram 86% em 1950 e representam 10% em 2017.
- Em 2006, a família de Chimoun Daniel recebeu uma ameaça da Al-Qaeda; fugiu para Erbil e, dez anos depois, partes da família buscaram refúgio na Austrália.
- O contexto inclui instabilidade econômica na Síria, serviço militar obrigatório e medo do futuro, além de pressão e violência contra cristãos que deixam países como Iêmen, Arábia Saudita e Líbia.
- O tema Fé Corajosa para o Domingo da Igreja Perseguida de 2026, organizado pela Portas Abertas, incentiva apoio via DIP local e ações de socorro, reconstrução, distribuição de Bíblias, discipulado e cuidado pós-trauma.
A emigração de cristãos no Oriente Médio se intensificou nos últimos 14 anos, com agravamento após o terremoto de 6 de fevereiro de 2023. Conflitos armados, perseguição religiosa e crises econômicas permanecem como principais motivadores, levando comunidades a buscar segurança em outros países.
O tema ganhou ainda mais relevância conforme líderes religiosos relatam quedas significativas de fiéis nas últimas décadas. Em 2011, a Síria abrigava cerca de 2 milhões de cristãos; hoje, estima-se 579 mil. O Iraque chegou a 1,5 milhão; agora fica abaixo de 200 mil. Nos Territórios Palestinos, a presença cristã caiu de 11% em 1922 para 1% na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Em Belém, a proporção de cristãos passou de 86% em 1950 para 10% no censo de 2017.
Impacto regional
A fuga está ligada à instabilidade política, à violência extremista e à deterioração econômica. O serviço militar obrigatório na Síria e a ameaça direta de grupos extremistas ampliaram o movimento de migração. O líder cristão Malatius Messika aponta que a emigração aumentou nos últimos 14 anos e após o terremoto de 2023, aumentando a intenção de buscar novos países.
Contexto humano
Em países como Iêmen, Arábia Saudita e Líbia, ser cristão nem é opção legal; muitos fiéis são estrangeiros. Quem deixa o Islã para seguir Jesus enfrenta pressão, violência e risco de prisão ou morte. Alguns relatos destacam que abandonar o país é visto como saída necessária para garantir a sobrevivência.
Como apoiar
Organizar o Domingo da Igreja Perseguidada 2026 é uma forma de mobilizar apoio. O movimento de oração conecta comunidades na América Latina para interceder pela Igreja Perseguida no Oriente Médio e Norte da África. Além do apoio espiritual, há doações para socorro imediato, reconstrução, distribuição de Bíblias e programas de discipulado, treinamento e geração de renda.
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