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Ramaphosa encerra cúpula do G20 após atrito com EUA

África do Sul rejeita proposta dos EUA de entregar a presidência do G20 a diplomata júnior da embaixada; Ramaphosa encerra a cúpula afirmando que os EUA ficam com a presidência no próximo cume, em Flórida

Cyril Ramaphosa closed the G20 summit in Johannesburg with the bang of a gavel. Photograph: Government Information Services/EPA
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  • A África do Sul rejeitou a proposta dos EUA de entregar a presidência do G20 a um diplomata júnior da embaixada para o próximo cume em Florida, no próximo ano.
  • Ramaphosa encerrou a cúpula em Joanesburgo batendo o martelo e deixou claro que o próximo presidente do G20 é dos EUA.
  • O país sul-africano ofereceu um equivalente diplomático para a transmissão formal, mas o protocolo foi considerado inadequado pelos EUA.
  • O encontro foi apresentado como vitória do multilateralismo, mas houve boicote dos Estados Unidos e ausências de Putin, Xi e outros líderes.
  • O comunicado final destacou temas de clima e igualdade de gênero; o cume de 2026 será no Trump National Doral, em Miami.

O governo sul-africano encerrou a cúpula do G20 em Joanesburgo com um martelo batido, deixando claro que a presidência passará aos EUA no próximo cume, em Florida. A África do Sul rejeitou a proposta de entregar a liderança a um diplomata júnior da embaixada para o encontro seguinte.

Durante a sessão de encerramento, os organizadores destacaram a defesa do multilateralismo, apesar de um boicote promovido pelos Estados Unidos. Washington tem acusado Joanesburgo de discriminação contra minorias brancas, uma alegação contestada por várias partes do cenário internacional.

A África do Sul chegou a oferecer um diplomata equivalente para a transmissão formal, mas o protocolo foi considerado inadequado pelos EUA. O governo sul-africano disse que a bola mudou de lado e que caberia aos EUA confirmar a transição.

Proposta rejeitada e desdobramentos

Ramaphosa encerrou o encontro batendo o martelo e afirmando que o próximo presidente do G20 é dos EUA, com a afirmação destacando a continuidade do calendário institucional. O presidente sul-africano não comentou outros pontos do encontro além da mudança de liderança.

O comunicado final do G20, divulgado ao final da reunião, enfatizou ações para mudanças climáticas e igualdade de gênero. O grupo também reiterou o compromisso com a paz em regiões conflituosas, incluindo Sudão, República Democrática do Congo e territórios ocupados.

A ausência de Vladimir Putin, Xi Jinping e outros líderes tornou o evento menos simbólico em termos de presença global. A cúpula se aproxima de 2026, quando o encontro deve ocorrer no Trump National Doral Miami, conforme agenda divulgada.

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