- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o plano de paz elaborado em Moscou não é sua oferta final e sinalizou abertura para ajustes.
- UHabituar equipe ucraniana e americana se encontrarão em Genebra, na Suíça, para discutir o plano, com participação de França, Alemanha e Reino Unido.
- Zelenskyy impôs prazo para que Kyiv aprove o documento de 28 pontos, sob condição de preservar soberania, segurança e integridade territorial.
- O texto prevê que a Ucrânia ceda parte de território, reduza o tamanho do seu exército e abra mão de armas de longo alcance, além de excluir força de paz europeia e sanções a crimes russos.
- Reações internacionais foram mistas: União Europeia e aliados destacaram a necessidade de consultas adicionais; Zelenskyy reafirmou que não pode abrir mão da constituição nem das fronteiras atuais.
Trump disse, neste sábado, que o plano de paz elaborado por Moscou não é sua oferta final. O anúncio ocorreu após críticas de ucranianos que compararam o texto a um acordo de rendição. O presidente americano afirmou que busca encerrar o conflito de forma eficaz, sem detalhar condições.
A Ucrânia e os Estados Unidos vão realizar novas negociações em Genebra, na Suíça, com participação de equipes de ambos os países. Espera-se a presença de representantes da França, Alemanha e Reino Unido para apoiar as consultas. O objetivo é discutir o conteúdo apresentado pelos russos.
Zelenskyy fixou um prazo, anunciando que Kyiv deve reagir ao documento até quinta-feira, sob o risco de perder apoio estratégico norte-americano. Em resposta, o governo ucraniano designou uma comissão de negociação liderada por Andriy Yermak, para alinhamento com Washington. Rustem Umerov destacou que o país mantém condições inegociáveis para a soberania.
O plano de 28 pontos pede que Kyiv ceda parte do território sob controle russo, reduza o tamanho do seu Exército e retire armamentos de longo alcance. Também exclui uma missão de paz europeia e prevê sanções para crimes de guerra russos. Kyiv já sinalizou que não aceitará renúncia de soberania.
Na prática, a proposta é vista como condicionante para futuras relações com a aliança ocidental. A posição de Kyiv é de manter a integridade territorial e a constituição atual. A comunidade internacional acompanha as negociações, com avaliações diversas sobre as implicações regionais.
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