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Trump sugere que pode aceitar mudanças em seu plano para a Ucrânia.

Trump adota tom conciliatório sobre plano de paz de 28 pontos para a Ucrânia; Kiev pode ceder Donbás, reduzir o exército e abrir mão da OTAN

Macarena Vidal Liy
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  • Donald Trump afirmou que o plano de paz de 28 pontos para a Ucrânia não é a oferta final, e deu a Zelenski prazo até quinta-feira para responder; caso contrário, os EUA poderiam ajustar o apoio.
  • O tom do presidente americano foi mais conciliatório, com encontros com o alemão Friedirch Merz e o britânico Keir Starmer; Rubio e Witkoff devem viajar a Ginebra para discutir o plano com uma delegação ucraniana.
  • O projeto prevê concessões a Kiev, incluindo ceder a região oriental de Donbás, reduzir o tamanho do exército ucraniano e não permitir tropas da OTAN em território ucraniano, além de renunciar a entrar na OTAN no futuro.
  • Em contrapartida, Ucrânia teria garantias de segurança dos Estados Unidos e da Europa e incentivos econômicos para Kiev e Moscou; a proposta é vista como favorável a Moscou por parte de diplomatas europeus.
  • O conteúdo foi elaborado por Steve Witkoff e Kirill Dimitriev, com participação de Dan Driscoll, e já gerou ceticismo entre líderes do G‑20, que consideraram a proposta insuficiente e demandam maior alinhamento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o diálogo sobre um plano de paz para a Ucrânia, apresentado nesta semana, com prazo de resposta de Zelenski. O objetivo é encerrar o conflito por meio de concessões mútuas, buscando um cenário em que as partes avancem.

Trump ampliou o tom conciliatório ao conversar com o chanceler alemão e, neste sábado, com o primeiro-ministro britânico. Também manteve ações diplomáticas com representantes da Ucrânia para debater o conteúdo da proposta, articulada por assessores próximos ao governo.

Detalhes do plano

O documento propõe ceder ao Russia o controle da região de Donbás, reduzir o tamanho do Exército ucraniano e impedir a presença de tropas da OTAN no território. Em contrapartida, Kiev receberia garantias de segurança e incentivos econômicos, inclusive de Estados Unidos e Europa.

Além disso, o plano sugere que a Ucrânia não busque a adesão à OTAN no momento, em troca de garantias de proteção e de apoio financeiro para Kiev. A ideia é criar um arranjo estável que leve ambas as partes a ganhos proporcionais.

Reações e desdobramentos

A proposta surpreendeu autoridades europeias, que avaliam ser necessária mais negociação. Líderes presentes na cúpula do G-20 destacaram que o texto exige ajustes para atender aos interesses de Kiev e de Moscou, mantendo o foco em cessar os combates.

Em Genebra, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o enviado especial para missões de paz, Steve Witkoff, participam de uma delegação de Kiev para debater o plano. O embaixador Dan Driscoll atua como negociador adicional, tratando diretamente com as partes envolvidas.

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