- O governo italiano reativou o projeto em março de 2023, criando novamente a sociedade pública Stretto di Messina e retomando o consórcio Eurolink.
- Em agosto, o Comitê Interministerial aprovou a versão final do projeto; o governo promete iniciar os trabalhos preliminares ainda neste verão.
- Mais de 450 moradias devem ser expropriadas (300 no lado siciliano e 150 no calabrês), gerando protestos de moradores e associações ambientais.
- O Tribunal de Contas questiona custos e impactos ambientais, com decisão prevista para 29 de novembro; o custo total já ultrapassa o que foi aprovado em 2006, atualmente triplicando o montante anterior.
- Autoridades locais e movimentos sociais cobram estudos técnicos e possíveis alternativas, enquanto dezenas de comunidades acompanham as obras com receio de impactos no território e no ecossistema.
O projeto do puente sobre o Estrecho de Messina voltou à tona em 2023, quando o governo italiano reativou a iniciativa via decreto. A medida restaurou a sociedade Stretto di Messina e o consórcio Eurolink, preparando o retorno da obra que enfrenta expropriações em Torre Faro e em outras áreas.
Em agosto, o Comitê Interministerial aprovou a versão final do projeto. O Tribunal de Contas questiona custos e impactos ambientais, e uma manifestação está prevista para o dia 29 de novembro em Messina.
Reativação do projeto
A retomada ocorreu em março de 2023, com a legalização da sociedade pública criada em 1981 e a atualização do acordo com o consórcio Eurolink, liderado pela Webuild e com participação de 22,4% da espanhola Sacyr. Salvini descreveu o passo como histórico.
Aspectos críticos e impactos
Mais de 450 imóveis devem passar por expropriação, 300 na Sicília e 150 na Calábria. Mapas indicam passagem de obra por zonas protegidas, lagunas salobres e áreas de proteção ambiental, gerando resistência de moradores e associações como Legambiente.
Custos e controvérsias
O custo total projetado cresceu desde 2006, com financiamento público integral. O Tribunal de Contas avalia novas exigências de licitação diante de aumentos acima de 50%. O governo sustenta a viabilidade e promete início de obras preliminares ainda neste verão.
Oposição local e mobilização
Grupos de moradores e entidades ambientais alegam impactos ambientais e sociais, pedindo estudos mais robustos e alternativas técnicas. A prefeitura de Villa San Giovanni questiona a atualização do projeto e aponta a necessidade de soluções que priorizem evidências científicas.
Próximos passos
A grande marcha nacional está marcada para 29 de novembro, enquanto as autoridades aguardam a decisão final do Tribunal de Contas. As diferenças entre promessas e custos continuam a alimentar a polarização em torno do projeto.
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