- No Halifax Security Forum, autoridades dos EUA disseram ter recebido de Marco Rubio informações de que a proposta de vinte e oito pontos, supostamente proveniente da Rússia, não representa a posição oficial dos EUA.
- O Departamento de Estado, porém, classificou essas informações como falsas, gerando confusão sobre quem redigiu o documento e qual é o papel dos EUA.
- Senadores afirmaram que a proposta não é a recomendação de Washington, mas apenas um conjunto de ideias recebido de terceiros para servir de base de negociação.
- O governo dos EUA enviou Dan Driscoll a Kyiv e a discussão seguiu em Genebra, com disputas sobre autoria e uso político no processo de paz.
- A proposta, desenvolvida entre Kirill Dmitriev e o enviado especial Steve Witkoff, gerou críticas na Ucrânia, na Europa e entre vários legisladores, que temem concessões que favoreceriam a Rússia.
A controvérsia sobre uma suposta proposta de 28 pontos para encerrar a guerra na Ucrânia ganhou novos contornos neste fim de semana. Em Halifax, Nova Scotia, diplomatas e senadores ouviram relatos sobre o conteúdo e a origem do documento, que tem gerado críticas por supostamente premiar a agressão russa. A versão publicada envolveu a participação de autoridades de Washington e de Kiev, mas permanece cercada de dúvidas sobre a legitimidade da posição norte-americana.
Senadores relataram ter conversado com o secretário de Estado, Marco Rubio, e dito que a proposta foi apresentada pela Rússia, não representando a linha oficial dos EUA. O Departamento de Estado, porém, classificou a versão como falsa. O episódio ocorreu durante o Halifax International Security Forum, evento anual que reúne autoridades dos EUA, Europa e outras regiões.
Controvérsia e autoria
Segundo relatos, o documento foi apresentado como interesse russo e, ao mesmo tempo, como possível base para negociações. A divulgação gerou questionamentos sobre por que Trump teria pressionado Zelensky a aceitar a proposta, mesmo sem confirmação de apoio norte-americano.
Pontos-chave e reações
Rubio afirmou, em publicação posterior, que a proposta teve origem na Rússia, mas também contou com input de Kiev. Já o chanceler ucraniano Rustem Umerov negou ter autorizado pontos específicos do texto. A discrepância entre as versões alimentou debates sobre autoria e finalidade política no processo de paz.
Desdobramentos diplomáticos
O governo dos EUA reconheceu a “fatia” de Moscou na prática, indicando que a iniciativa não representa a posição oficial de Washington. Em Kyiv, o tema ganhou espaço com encontros entre autoridades ucranianas e delegações europeias. Em Genebra, a discussão continuou, com debates sobre a utilidade do material como ponto de partida para negociações.
Acompanhamento e próximos passos
O envio do secretário-geral adjunto Dan Driscoll à Kyiv sinaliza a continuidade das consultas entre aliados. Analistas destacam que o documento pode servir como ponto de partida para negociações entre Ucrânia e aliados europeus, desde que haja consenso sobre autoria e margens de concessão. A trama segue em aberto, com versões conflitantes sobre a origem e a função da 28-point proposal.
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