- Representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Europa se reúnem em Genebra para discutir o plano de paz russo‑estadounidense de 28 pontos, elaborado sem a participação de Kiev e de Bruxelas.
- Críticos veem o documento como uma “lista de desejos” de Putin; senadores afirmam que a autoria é russa, enquanto Washington diz ter escrito com aportes da Rússia e da Ucrânia.
- O plano prevê que a Ucrânia ceda território, reduza o tamanho de seu exército e reforce a ideia de não ingressar na OTAN; líderes europeus buscam emendas para proteger Kiev com garantias de segurança.
- A UE discute usar 180 mil milhões de ativos soberanos russos imobilizados para a reconstrução de Ucrânia, com os euros defendendo que parte dessa riqueza vá para compensação e reconstrução; o plano também prevê cerca de 100 mil milhões para reconstrução, com participação dos Estados Unidos.
- O presidente dos Estados Unidos fixou prazo para Kiev aceitar o plano, mas sinalizou que o texto pode não ser final; aliados europeus participam do encontro para buscar salvaguardas adicionais e tempo para Kiev.
Recentes reuniões em Ginebra, Suíça, reuniram representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Europe, para debater o plano de paz russo-estadounidense que prevê um acordo para encerrar a guerra iniciada em 2022. A proposta foi elaborada sem participação de Kiev nem de países europeus, sendo alvo de críticas por muitos como uma “lista de desejos” de Putin.
O documento propõe cessar fogo com recuos de território, limitação militar ucraniana e gestão de ativos para reconstrução. Senadores dos EUA afirmaram que a autoria seria russas; Washington, porém, sustenta que o texto foi escrito com aportes de Rússia e Ucrânia. Líderes europeus buscam salvaguardar a segurança de Kiev.
Subtítulo
Garantias de segurança para Kiev
A União Europeia discute emendas para assegurar fortes garantias de defesa a Kiev, evitando obrigação de reduzir o tamanho do seu aparato militar. Também buscam diretrizes sobre o uso de ativos de entidades sancionadas para reconstrução, sob supervisão internacional.
Subtítulo
Fluxo de ativos e participação internacional
O plano cita cerca de 100 bilhões de dólares de ativos russos para reconstrução na Europa e nos EUA, com repartição de ganhos. Além disso, outros 100 bilhões estariam destinados à recuperação em território ucraniano, liderados pelos EUA, segundo o texto original sem participação europeia.
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