- Lula desembarcou em Maputo para celebrar os 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Moçambique.
- Em discurso, o presidente afirmou que está preparando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um novo ciclo de investimentos voltados à internacionalização de empresas brasileiras.
- Ele sinalizou a possibilidade de retorno de financiamentos em obras de infraestrutura na África, com Moçambique como destino potencial.
- Em encontro bilateral, foram firmados nove acordos em diferentes áreas, com a opção de seguir ampliando a cooperação.
- Lula chegou a Moçambique após participar da cúpula do G20 na África do Sul, onde criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula desembarcou em Maputo (Moçambique) para celebrar os 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e país africano. Em evento oficial, o presidente sinalizou que o BNDES está sendo preparado para um novo ciclo de investimentos voltado à internacionalização de empresas brasileiras, com possível retorno de financiamentos em obras de infraestrutura na África, após nove acordos bilaterais firmados.
O encontro ocorreu na capital Moçambique, com a presença do presidente moçambicano, e ocorreu no contexto de visitas anteriores à África, incluindo participação na cúpula do G20 na África do Sul, onde o tom foi crítico em relação a Donald Trump. Lula mencionou que o Brasil tem condições de contribuir com empresas dinâmicas, desde que haja bons projetos.
Lula ressaltou que o Brasil busca desatar entraves para que o BNDES volte a financiar internacionalização de empresas brasileiras, ampliando possibilidades de parcerias com países africanos. A prioridade, segundo o discurso, é apoiar projetos com viabilidade econômica comprovada para atrair recursos, não apenas discurso.
Acordos e perspectivas
Entre os pontos destacados, o presidente mencionou lacunas de infraestrutura em Moçambique, incluindo portos, estradas, usinas e linhas de transmissão, que podem ser alvo de investimentos brasileiros. O Brasil mantém atuação voltada a apoiar desenvolvimento regional, com foco em projetos estruturantes que facilitem comércio e integração energética.
A primeira etapa envolve avaliar propostas com impacto claro sobre infraestrutura e conectividade. Empresas brasileiras seriam encorajadas a apresentar projetos que demonstrem rentabilidade e impacto socioeconômico, para que o capital possa fluir via BNDES e outras linhas de financiamento.
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