- A polícia sul-africana investiga acusações de que Duduzile Zuma-Sambudla recrutou homens para lutar pela Rússia na Ucrânia; 17 homens ficam presos no front, com idades entre 20 e 39 anos, na Donbas.
- Nkosazana Zuma-Mncube abriu boletim de ocorrência contra Zuma-Sambudla e outras duas pessoas, afirmando que os homens foram atraídos com promessas falsas e entregues a um grupo mercenário russo para lutar sem consentimento.
- A Hawks (unidade de crime grave) confirmou o recebimento do depoimento e disse que a investigação está no estágio inicial; o dossiê foi entregue no domingo.
- Zuma-Sambudla também abriu acusações contra Blessing Khoza, alegando ter sido enganada ao recrutar homens para suposto treinamento legítimo; vídeos surgiram mostrando contratos em russo não compreendidos pelos envolvidos.
- O governo sul-africano avalia a repatriação dos 17 homens; o gabinete do presidente Ramaphosa não comentou o caso, e autoridades reiteram que sul-africanos não podem ajudar ou lutar para militarizar estrangeiros sem autorização governamental.
A polícia sul-africana confirmou a recepção do depoimento de Zuma-Mncube, irmã da deputada Duduzile Zuma-Sambudla. A investigação sobre a acusação de recrutamento de homens para lutar na Ucrânia está apenas no início. O caso envolve denúncias de tráfico humano, auxílio a forças estrangeiras e fraude.
Zuma-Sambudla é apontada como suspeita de ter atraído 17 homens, entre 20 e 39 anos, para suposto treinamento militar na Rússia, que acabou levando-os ao front da Donbas. A denúncia também cita que alguns guardavam contratos em russo que não entenderam.
A segunda filha de Jacob Zuma também abriu boletins de acusação contra Blessing Khoza, apontando ter sido enganada ao recrutar os homens para o que seria um programa de treinamento legítimo. Vídeos de alguns recrutados surgiram nas redes.
A Hawks informou que o caso ainda está no estágio inicial, com o dossiê recebido apenas no domingo. O governo informou que avalia ações para repatriação, sem comentar oficialmente sobre prazos ou procedimentos.
Do lado dos envolvidos, Xuma e Khoza não puderam ser contatados para comentário. Zuma-Sambudla, deputada pelo MK, não respondeu a pedidos de informação. A investigação busca esclarecer como os homens foram induzidos a viajar.
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