- França pode anunciar a criação de um serviço militar voluntário com duração de dez meses, inicialmente para 10.000 jovens e até 50.000 até 2035, para reforçar reservas e formação militar.
- O pago previsto seria de cerca de 2.000 euros mensais aos voluntários, com o serviço substituindo parte de contratos existentes e funcionando como porta de entrada para treinamento básico.
- A ideia é debatida há mais de um ano; o presidente Emmanuel Macron deve anunciar o serviço durante visita a um regimento próximo a Grenoble, e a ministra Alice Rufo confirmou que o tema está em estudo, sem decisão tomada.
- O objetivo estratégico é chegar a 80.000 reservistas, além de 200.000 militares ativos, em um contexto de tensões com a Rússia e debates sobre dissuasão.
- Países vizinhos já adotaram iniciativas semelhantes, como Alemanha e Bélgica; na Alemanha, o serviço deve entrar em vigor em 2026, enquanto questões de financiamento persistem.
França pode anunciar a criação de um serviço militar voluntário (SMV) com duração de 10 meses, voltado a 10 mil jovens na primeira fase e até 50 mil até 2035. O projeto prevê pagamento de cerca de 2 mil euros mensais aos voluntários, com o objetivo de reforçar reservas e formação militar.
A ideia surge após debates que vêm de anos e acompanha a tendência de países vizinhos que já avançaram com iniciativas semelhantes. O governo discute a substituição de contratos existentes por um serviço nacional moderno, mais amplo.
O anúncio pode ocorrer durante uma visita prevista do presidente Emmanuel Macron a um regimento próximo a Grenoble. A ministra da Defesa em exercício, Alice Rufo, disse que o tema está em estudo, sem decisões finais.
Contexto europeu
Segundo fontes, o SMV seria gradual e poderia integrar formação básica, com perspectiva de ampliar o papel dos voluntários em missões nacionais e apoio às tropas em ativo. A meta de 50 mil voluntários é vista como ambiciosa.
O desenho financeiro enfrenta dúvidas, pois o país enfrenta pressão de orçamento e contenção. A iniciativa acompanha reformas de defesa já em discussão, com foco em dissuasão e preparação para eventual escalada com Rússia.
O atual chefe do Estado-Maior, Fabien Mandon, argumenta que a mobilização de reservas pode ser necessária para manter credibilidade estratégica. Observadores destacam que muitos países europeus fortalecem defesas diante de tensões regionais.
França já havia experimentado o SNU civil, em 2019, que falhou por falta de financiamento. Jurisprudência histórica aponta que o desafio é viabilizar financiamento estável e estruturar um modelo de longo prazo.
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