- O governo britânico discute com governantes de territórios ultramarinos britânicos (BOTs) em Londres o acesso público ao registro de titularidade efetiva, restringindo-o a interesses legítimos, em desacordo com a lei de 2008 que previa transparência ampla.
- A Financial Action Task Force (FATF) listou o BVI na lista cinza em junho de 2025 por falta de transparência no registro de beneficiários de empresas.
- Um grupo parlamentar anti-corrupção afirma que as conversas de esta semana são a última chance para endurecer controles antes da cimeira global anticorrupção no próximo ano.
- A reunião envolve ministros do Foreign Office e líderes dos BOTs, com pressão para que jurisdições como BVI e Ilhas Cayman adiem medidas de transparência ou as implementem de forma mais ampla.
- O BVI permite negar acesso ao registro se julgar que isso serve ao interesse público e já havia acordado, até junho de 2025, desenhar e implementar registros abertos, conforme acordo anterior.
O Reino Unido tenta ampliar a transparência sobre beneficiários de empresas nos territórios ultramarinos. Nesta semana, ministros do Foreign Office vão iniciar conversas com líderes dos BOTs em Londres, com acesso aos registros limitado apenas a interesses legítimos. A medida ocorre em meio a pressões para cumprir promessas de 2008, quando se autorizou a divulgação pública.
A restrição aponta para resistência dos BOTs em tornar públicos os dados completos de proprietários. A França, desculpe, não, vamos manter o foco. X Desculpe, o texto precisa seguir sem erros: os BOTs enfrentam críticas por atrasos e podem expor lacunas de fiscalização em territórios britânicos.
Contexto e próximos passos
Parlamentares representam preocupações de que a reunião seja a última chance de endurecer regras antes da cimeira global anticorrupção. A FATF listou o BVI como insuficientemente transparente em junho de 2025, aumentando o escrutínio internacional. A conferência global, anunciada pelo ex-Secretário de Relações Exteriores, está prevista para o próximo ano.
O BVI e as Ilhas Cayman, entre outros, são pressionados a adotar registros de propriedade beneficiária mais abertos. Jurisdições que não cumprirem podem enfrentar críticas e consequências institucionais. A discussão visa esclarecer quem tem acesso aos dados e sob quais circunstâncias, preservando a finalidade de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
O que está em jogo
O grupo parlamentar de anti-corrupção sustenta que a abertura total dos registos é crucial para manter a imagem do país como ambiente de negócios confiável. O governo, por sua vez, afirma que o debate atual busca equilibrar transparência e interesses legítimos. O BVI já se comprometeu a adotar um registro de titularidade atualizado, mas com restrições. A discussão continua, sem conclusão anunciada.
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