- Zelenskyy afirmou que o plano não seria justo sem garantias de que a Rússia não ocuparia a zona após a retirada ucraniana.
- O plano revisado prevê a retirada das tropas ucranianas, com garantias de que as forças russas não avancem, e inclui documentos sobre segurança e recuperação econômica em discussão.
- Para aprovar qualquer acordo, seriam necessárias eleições ou um referendo para legitimar concessões territoriais, afirmou o presidente.
- Também há questões em aberto sobre território e o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia; a Ucrânia enviou a versão revisada do plano a Washington na quarta-feira.
- Líderes europeus enfatizam cautela e reforço da defesa; Zelenskyy participou de videoconferência com about 30 aliados, sem o apoio direto de Trump.
Zelenskyy rejeita o plano de paz dos EUA caso não haja garantias de não ocupação russa. O presidente disse que, se houver retirada ucraniana, é essencial que haja eleições ou referendo para legitimar concessões territoriais. O texto revisado envolve garantias de segurança e recuperação econômica em debate.
Segundo o presidente, o formato atual criaria uma zona econômica livre ou desmilitarizada sem assegurar quem governaria o território. Ele afirmou que a veracidade do acordo depende de garantias de que as forças russas não avançarão após a retirada de Kiev.
O governo ucraniano enviou a versão revisada aos EUA na quarta-feira, com perguntas sobre território e controle da usina de Zaporizhzhia ainda em aberto. Zelenskyy ressaltou que o processo é contínuo e sujeito a alterações.
Contexto e condições do acordo
A gestão de Washington propõe que a Ucrânia retire tropas de Donbas, enquanto a Rússia manteria posição em algumas áreas restantes. A ideia é congelar as linhas de frente em Kherson e Zaporizhzhia, com a Rússia abrindo mão de bolsões menores em outras regiões.
Zelenskyy afirmou que o plano não seria justo sem garantias de não ocupação futura. Ele enfatizou que apenas o povo ucraniano pode decidir sobre concessões territoriais, e que eleições seriam necessárias para legitimar qualquer acordo.
O debate ocorre em meio à pressão de figuras internacionais, incluindo o ex-presidente dos EUA, que cobraram rápidas decisões de Kyiv. Lideranças europeias defendem que apenas a Ucrânia pode decidir as condições de um acordo de paz.
Perspectivas internacionais e próximos passos
O secretário-geral da NATO, em Berlim, alertou para riscos de escalada se os termos favorecerem a Rússia. A comunidade europeia discute reforçar defesas e manter apoio a Ucrânia, com divergências sobre o ritmo de concessões.
Zelenskyy participou de uma videoconferência com cerca de 30 líderes de países alinhados aos interesses de Kyiv, sem a presença de Trump. O objetivo é manter pressão internacional enquanto o país encara o quarto inverno de guerra.
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