- Aproximadamente 4.500 mulheres groenlandesas terão direito a receber 300.000 DKK cada do fundo de reconciliação.
- A elegibilidade abrange quem foi forçada a usar dispositivos intrauterinos entre 1960 e 1991; pedidos poderão começar em abril de 2026, com a lei em vigor em junho.
- O acordo foi fechado entre o parlamento dinamarquês e o governo após três anos de batalha judicial movida por 143 mulheres.
- Em setembro, a Dinamarca pediu desculpas publicamente pelo que chamou de discriminação sistêmica contra as mulheres groenlandesas.
- O caso se conecta à história de Groenlândia como colônia da Dinamarca, com o domínio sobre a saúde mantido até 1992, e é visto como reconhecimento do dano causado.
O parlamento dinamarquês fechou um acordo para reparar as vítimas do escândalo do DIU em Groenlândia, reconhecendo que cerca de 4.500 mulheres podem receber 300.000 DKK cada. A elegibilidade abrange mulheres forçadas a usar dispositivos de coil entre 1960 e 1991, com pedidos de indenização previstos para começar em abril de 2026 e a lei em vigor em junho do mesmo ano.
O acordo foi anunciado após anos de batalha legal iniciada por 143 mulheres que acionaram o governo, alegando violação de direitos humanos. Em setembro, a Dinamarca pediu desculpas oficiais às vítimas. O caso envolve o histórico domínio colonial de Groenlândia e o controle do sistema de saúde pelo país até 1992.
Pelo menos duas ex-premiês e autoridades de Groenlândia participaram das declarações públicas, ressaltando que as vítimas sofreram danos físicos e psicológicos. A ministra da Justiça e Igualdade de Gênero de Groenlândia descreveu a compensação como “muito necessária”. A ministra da Saúde e do Interior da Dinamarca reconheceu que o episódio é um capítulo sombrio da história compartilhada.
Quem está envolvido
- Vítimas: aproximadamente 4.500 mulheres groenlandesas podem pleitear indenização.
- Governo da Dinamarca: responsável pelo acordo e pela implementação da lei.
- Governo de Groenlândia: participou das negociações e da divulgação do acordo.
- Parlamentares dinamarqueses e autoridades administrativas: viabilizaram o mecanismo de compensação.
Quando e onde ocorrerá a ação de indenização
- Início dos pedidos: abril de 2026.
- Formalização da lei: junho de 2026.
- Localidade do caso: Groenlândia, com participação do governo dinamarquês.
Por que houve a compensação
- Reconhecimento de danos físicos e psicológicos causados pela prática de aplicar coils contraceptivos sem consentimento.
- Compensação integra um processo de reconciliação e reconhecimento histórico, após longos anos de apelo das vítimas.
- A iniciativa não busca apenas compensar, mas também reconhecer publicamente o sofrimento vivido pelas mulheres.
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