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81 mulheres acionam civil contra ginecologista do Exército já acusado

Mais de oitenta e uma mulheres ingressam em ação civil contra médico do Exército em Fort Hood; acusações de agressão, assédio sexual e gravação indecente também criminais

The main gate at Fort Hood in Texas, in 2013.
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  • Mais de oitenta mulheres ingressaram na ação civil contra Blaine McGraw, ampliando as acusações para agressão, assédio sexual e violência conforme a lei do Texas, além das acusações criminais já apresentadas.
  • A ação civil atualizada soma 54 especificações de gravação visual indecente envolvendo 44 vítimas identificadas, além de acusações de contato físico inadequado.
  • McGraw é médico e major do Exército, atendendo em Fort Hood, Texas, desde 2023, em um centro médico na base.
  • Um caso envolve exame de kit de aborto/violência sexual em que a vítima suspeita de fotos feitas durante o exame; a vítima afirma que McGraw usava o celular durante o procedimento e que não houve registro adequado no prontuário.
  • O Ministério Público do Exército anunciou novas denúncias criminais contra McGraw, e o processo pode testar reformas recentes do Pentágono voltadas ao combate à violência sexual e ao apoio a sobreviventes.

O médico Blaine McGraw, major do Exército, é objeto de uma ação civil que se ampliou para incluir mais de 80 mulheres que alegam agressão, assédio sexual e violência, além das acusações já criminais. A ação envolve supostas abusos ocorridos durante consultas no Fort Hood, no Texas, a partir de 2023, incluindo filmagens indecentes. Os novos documentos foram apresentados na última quarta-feira, menos de 24 horas após o serviço de Justiça do Exército apresentar acusações criminais contra McGraw.

Segundo a crítica legal, a ação civil já iniciada em novembro aponta que McGraw tocava de forma inadequada pacientes e gravava as consultas sem consentimento, com 44 vítimas identificadas até o momento. A atualização amplia as alegações para condutas que, conforme a legislação do Texas, configurariam agressão, assédio sexual e violência. A soma de acusações criminais envolve 54 especificações de gravação visual indecente.

O Ministério Público do Exército informou novas acusações criminais contra o médico, com potencial de provocar alterações nas reformas recentes de combate à violência sexual promovidas pelo Pentágono. O caso centra-se, majoritariamente, nas gravações supostamente feitas durante exames ginecológicos realizados em Fort Hood.

Detalhes do processo civil

A ação civil foi apresentada em nome de dezenas de pacientes que alega sofreram contato físico inadequado e humilhação durante consultas. O documento descreve episódios de exposição indevida e uso de telefone para fotografar pacientes durante exames, incluindo um procedimento de kit de estupro no qual a vítima afirma ter suspeitado da captura de imagens.

Contexto e desdobramentos legais

Advogados das vítimas afirmam que a falha de registro de temas sensíveis em prontuários clínicos prejudicou o acesso à Justiça. Em defesa, McGraw enfrenta acusações que, se comprovadas, podem gerar penalidades civis e criminais. Especialistas consultados destacam que o caso pode testar a efetividade de recentes reformas do Pentágono para o enfrentamento da violência sexual e o apoio a sobreviventes.

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