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Ataque a hospital em Mianmar deixa 31 mortos

Bombardeio aéreo atinge o hospital geral de Mrauk-U, em Rakhine, deixando 31 mortos e 68 feridos, enquanto a junta militar intensifica ataques antes das eleições de dezembro

Pelo menos 31 pessoas morreram em um bombardeio contra um hospital de Mianmar. Foto: STR / AFP
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  • A junta militar tomou o poder em 2021, encerrando a democracia e ampliando a guerra civil no país.
  • Um bombardeio aéreo atingiu o hospital geral de Mrauk-U, no estado de Rakhine, matando 31 pessoas e ferindo 68.
  • O ataque ocorreu na noite de quarta-feira, segundo a fonte local Wai Hun Aung, que descreveu a situação como terrível.
  • A ofensiva acontece enquanto a junta se prepara para eleições marcadas para 28 de dezembro, com rebeldes prometendo impedir a votação.
  • Não foi possível obter comentários de um porta-voz da junta.

Um bombardeio aéreo atingiu o hospital geral de Mrauk-U, no estado de Rakhine, oeste de Mianmar, na noite de quarta-feira. A vítima mais recente é de 31 mortos e cerca de 68 feridos, segundo informações de Wai Hun Aung, funcionário local. A ação ocorre num contexto de ofensiva militar antes das eleições programadas para dezembro.

A junta militar tomou o poder em 2021, encerrando a democracia no país e intensificando a guerra civil. Desde então, houve aumento dos bombardeios contra áreas controladas por resistência e rebeldes prometeram obstruir a votação.

Contexto

As eleições foram anunciadas pela junta para 28 de dezembro, mas os grupos insurgentes rejeitaram o pleito, alegando falta de legitimidade. O ataque ao hospital de Mrauk-U ocorre em meio a humores de escalada militar na região fronteiriça com Bangladesh.

Segundo Wai Hun Aung, a situação é terrível e há expectativa de novas vítimas conforme o financiamento de socorro chega ao local. Não houve confirmação imediata de comentários oficiais da junta sobre o ataque.

O hospital atacado funciona como unidade de atendimento essencial na zona de conflito, onde a população já enfrenta dificuldades de acesso a serviços médicos. A comunidade internacional monitora a evolução do episódio e os desdobramentos da crise na região.

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