- A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um orçamento de defesa de 900 bilhões de dólares, com apoio bipartidário, para manter tropas na Europa e na Coreia do Sul e apoiar aliados como a Ucrânia.
- O texto inclui uma provisão para obrigar o secretário de Defesa a tornar público o vídeo do ataque a uma narcolancha no Caribe; se não houver divulgação completa, 25% do orçamento de viagens do secretário fica retido.
- Prevê 400 milhões de dólares por ano para 2026 e 2027 para fabricar armas destinadas à Ucrânia e propõe uma reforma acelerada do sistema de compras militares.
- O projeto recebeu 312 votos a favor, de ambos os partidos, e deve ser encaminhado ao Senado para aprovação antes das férias de fim de ano; a assinatura do presidente é esperada sem objeções.
- Também há mudanças no cenário de presença militar externa, com manutenção de 76 mil soldados na Europa e 28.500 na Coreia do Sul, além de avaliações sobre guerras antigas e sanções.
A Câmara dos Representantes aprovou um orçamento de Defesa de 900 bilhões de dólares, com apoio bipartidário. O texto preserva apoio a aliados europeus, incluindo a Ucrânia, e prevê reforma de compras militares e manutenção de tropas na Europa e na Coreia do Sul. A medida também crítica a estratégia externa.
Entre os itens, o projeto impõe ao secretário de Defesa a divulgação do vídeo do ataque à narcolancha no Caribe. O atraso na divulgação pode levar à retenção de 25% do orçamento destinado a viagens do secretário. O texto também projeta 400 milhões de dólares anuais para armas à Ucrânia em 2026 e 2027.
O pacote, de 3 mil páginas, recebeu 312 votos a favor e 112 contrários. A expectativa é que o Senado aprove na semana seguinte, antes das férias, para assinatura do presidente. A Casa Branca já manifestou apoio firme à lei.
Principais pontos da medida
O documento exige que o Pentágono mantenha entre 76 mil e 80 mil militares na Europa, condicionando a retirada à consulta com aliados da OTAN. Também estabelece a presença de pelo menos 28,5 mil soldados na Coreia do Sul.
A reforma de compras de armamento mira acelerar aquisições, com foco na base industrial de defesa. O objetivo é reduzir gastos com programas discrepantes e evitar desperdícios, segundo a Casa Branca.
O texto mantém, de forma destacada, o apoio a Ucrânia, com verba anual para fabricação de armas. A medida reforça a presença dos EUA em áreas estratégicamente sensíveis enquanto busca uma maior transparência sobre operações militares.
Implicações para aliados e operações
A lei sinaliza continuidade do compromisso com a Ucrânia e com a defesa europeia, ainda que haja críticas sobre o custo e o ritmo de implementação. As mudanças no processo de compras devem acelerar projetos de defesa.
A votação ocorre em meio a debates sobre a presença americana no exterior e a relação com a Rússia. O governo americano reforça a criticidade de ameaças globais, sem indicar alterações abruptas na estratégia atual.
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