- Um ex-policial que atuava clandestinamente em creches de Sydney reconheceu 11 acusações de produção e posse de material de abuso infantil e de atos sexuais com crianças para produzir esse material; 20 acusações restantes foram retiradas, e o julgamento para definir a sentença ocorre em 30 de janeiro.
- Ele atuou em serviços de cuidado OOSH no norte e no centro de Sydney entre abril de 2021 e maio de 2024, e já havia trabalhado em 58 unidades desde 2018.
- A polícia federal australiana rastreou o material na dark web, ligando-o ao ex-policial, que tem 27 anos.
- Aproximadamente 1.200 pais de crianças atendidas nos seis centros teriam sido contatados pelas autoridades.
- O caso alimenta debate sobre registro de funcionários e medidas de proteção na educação infantil, com cobranças por melhorias no sistema.
Um ex-policial que atuava clandestinamente na educação infantil reconheceu a produção de material de abuso infantil entre 2021 e 2024. O homem, que trabalhava em serviços de cuidado fora do horário escolar em Sydney, se declarou culpado de 11 acusações. Outras 20 acusações foram retiradas, e o julgamento de sentença está marcado para 30 de janeiro.
De acordo com a acusação, James produziu e possuía material de abuso envolvendo crianças sob seus cuidados. As investigações apontam que ele gravou atos sexuais com crianças para a produção das imagens, com vítimas que chegavam a quatro anos de idade. O réu fez as declarações de culpa em audiência realizada na frente da Justiça de Downing Centre.
O ex-agente estava registrado como policial em regime probacionário, mas permaneceu em atividade civil até sua renúncia em maio de 2023. A polícia de NSW afirmou que não tinha conhecimento de seu vínculo com o setor de childcare durante o período.
Desdobramentos do caso
As investigações da Polícia Federal Australiana identificaram as gravações na dark web, ligando-as ao réu em junho de 2024. Aproximadamente 1.200 pais foram contatados pelos investigadores federais, que reiteram a extensão do envolvimento dele em dezenas de serviços de cuidado ao longo dos anos.
James atuou em cerca de 58 serviços de cuidado, entre colégios e centros de atividades após as aulas, desde 2018. A ampla atuação gerou preocupação entre famílias e autoridades sobre o controle de profissionais em ambientes com crianças.
A prisão do suspeito motivou debates sobre compartilhamento de informações entre autoridades e a necessidade de registros de trabalhadores que atuam com crianças. O premiê de NSW sinalizou medidas mais rigorosas para qualificação de trabalhadores e a criação de um registro nacional.
Para famílias e educators, continua o apoio de serviços de assistência. Em NSW, a polícia orienta que denúncias sejam encaminhadas e que os responsáveis mantenham vigilância sobre a atuação de profissionais em atividades com crianças.
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