- O governo dos Estados Unidos retirou o ministro Alexandre de Moraes e a esposa Viviane Barci da Lista Magnitsky, conforme o Ofac, nesta sexta-feira (12), após conversas com Lula.
- A decisão ocorreu cinco meses depois de articulação entre Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo para sanções ao Brasil por conta do julgamento de Jair Bolsonaro.
- Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo lamentaram a medida, agradeceram a Trump e disseram que a decisão busca defender interesses estratégicos americanos.
- Lula havia pedido a retirada das sanções brasileiras impostas a autoridades; a decisão foi divulgada pelo Ofac no início da tarde.
- Os próprios Bolsonaro disseram que a sociedade brasileira perdeu uma janela de oportunidade para construir unidade política e que seguem buscando caminhos para a libertação do país.
Nesta sexta-feira, o governo dos Estados Unidos retirou do Mexico Magnitsky a sanção contra o ministro Alexandre de Moraes e a esposa, Viviane Barci de Moraes, após conversas com o presidente Lula. A decisão foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Tesouro dos EUA.
A retirada ocorreu cinco meses depois de articulação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo em relação a sanções ao Brasil por questões envolvendo o julgamento de Jair Bolsonaro e a crise de liberdades democráticas. Lula havia solicitado a revisão das punições durante os contatos com Washington.
Os dois países sinalizaram que a medida visa interesses estratégicos e a continuidade de relações institucionais entre Brasil e EUA. Bolsonaro e Figueiredo lamentaram a decisão, agradeceram a Trump e defenderam a relevância de alinhamentos com a política externa norte-americana.
Reações e desdobramentos
Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e aliados destacaram que a decisão pode alterar o cenário político interno. A imprensa e a oposição seguem acompanhando impactos para o debate sobre liberdades e governança no Brasil.
Lula informou ter atuado para modular sanções aplicadas ao Brasil, buscando manter canais de cooperação com os EUA. A Casa Branca confirmou que a conversa envolveu temas de segurança, democracia e cooperação bilateral.
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