- Estados Unidos anunciaram novas sanções contra três sobrinhos de Nicolás Maduro, seis empresas navieras, seis navios mercantes e um empresário panamenho, Ramón Carretero Napolitano.
- A sanção ocorre 24 horas após a incautação do petroleiro Skipper, que transportava petróleo venezuelano, anunciada frente às costas do país.
- O governo americano sustenta que Maduro lidera o que chamam de Cartel de los Soles e pretende pressionar o regime chavista para alterar a situação na Venezuela.
- Dois sobrinhos citados (Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas) já haviam sido condenados por narcotráfico e, segundo os comunicados, retornaram às atividades em 2025.
- Entre os alvos estão seis navios que transportam petróleo venezuelano — White Crane, Kiara M, Constance, Lataffa, Tamia e Monique — com bandeiras diversas, além de empresas associadas.
Estados Unidos anunciou novas sanções contra três sobrinhos do presidente venezuelano Nicolás Maduro, contra seis empresas navieras e seis navios mercantes, além de um empresário panamenho. A medida intensifica a pressão sobre o regime chavista, anunciada 24 horas após a incautação do cargueiro petrolífero Skipper.
Os nomes dos sobrinhos sancionados são Carlos Erick Malpica Flores, Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas. Dois deles já haviam sido condenados anteriormente por narcotráfico. O governo americano afirma que continuam atuando no tráfico após o indulto recebido no passado.
A lista sancionada inclui seis empresas de transporte de petróleo e seus navios: White Crane (Marshall Islands), Kiara M, Constance e Lataffa (Panamérica), Tamia (Hong Kong) e Monique (Cook Islands). O anúncio também atinge o empresário Ramón Carretero Napolitano, do Panamá.
Detalhes das sanções
O Departamento do Tesouro e o Departamento de Estado destacam que Maduro lidera o que classificam como Cartel de los Soles, ligado a atividades de narcotráfico e à opressão econômica no país. As medidas visam bloquear acessos financeiros e operações internacionais do grupo.
A operação de incautação do petroleiro Skipper, anunciada 24 horas antes, envolveu o Serviço de Guardacostas dos EUA com apoio da Marinha e orientação do FBI. O objetivo é confiscar o petróleo transportado por embarcação vinculada a redes do regime.
Contexto estratégico
Diminuir o fluxo de petróleo venezuelano é visto como ferramenta central para pressionar o chanceler Maduro. Washington mantém forte presença militar no Caribe e ressalta que as ações visam combater o narcotráfico e a criminalidade transnacional, sem indicar mudanças de alianças.
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