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Maduro denuncia pirataria naval criminosa após apreensão de petroleiro pelos EUA

Maduro denuncia apreensão de petroleiro venezuelano pelos EUA como pirataria naval criminosa; 1,9 milhão de barris sequestrados, navio acima de Trinidad e Tobago, rumo a Cuba

Maduro denuncia ‘pirataria naval criminosa’ após apreensão de petroleiro por EUA
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  • Maduro chamou de pirataria naval criminosa a apreensão estadunidense de um navio petroleiro venezuelano e denunciou o sequestro de tripulantes.
  • O presidente venezuelano diz que o navio transportava 1,9 milhão de barris de petróleo; registros do MarineTraffic apontaram 1,1 milhão.
  • A operação ocorreu enquanto Washington anunciava a apreensão de um grande petroleiro, em meio a uma suposta ação antidrogas.
  • Maduro afirmou que o navio foi sequestrado acima de Trinidad e Tobago, próximo às ilhas de Granada, com destino informado a Cuba.
  • A Venezuela mantém o embargo ao petróleo desde 2019, o que sustenta vendas no mercado clandestino a preços baixos, principalmente para asiáticos.

Nicolás Maduro classificou a apreensão de um navio venezuelano nos EUA como pirataria naval criminosa e sequestro de tripulantes. O ato ocorreu durante uma operação dos EUA anunciada como antidrogas, que Caracas vê como tentativa de derrubar o governo. A Venezuela afirma que o cargueiro transportava petróleo do país.

Maduro disse que o petroleiro continha 1,9 milhão de barris. Dados de rastreamento marine traffic apontavam 1,1 milhão de barris; o presidente venezuelano informou a localização do navio acima de Trinidad e Tobago, em direção às ilhas Granada. Segundo The Washington Post, a aeronave e o navio seguiram para Cuba.

O mandatário ressaltou que tomou as medidas legais e diplomáticas cabíveis para defender o tráfico de petróleo venezuelano e o direito ao livre comércio. A Venezuela mantém o embargo de petróleo desde 2019, o que condiciona sua produção a mercados alternativos, principalmente asiáticos.

Contexto e desdobramentos

A ação norte-americana se insere em tensões entre Caracas e Washington, com Maduro denunciando intervenções externas há meses. A operação inclui envio de flotilha naval desde agosto, que a Venezuela classifica como fachada para derrubar o governo.

A autoridade venezuelana afirma que não houve violação de território venezuelano, mas que o sequestro de tripulantes configura pirataria. O caso aumenta a tensão regional e pode alimentar novas medidas diplomáticas entre os dois países.

Essa apreensão inédita ocorre em meio a disputas sobre o controle de o lucro com o petróleo venezuelano e à pressão internacional por mudanças políticas. O governo venezuelano assegura que continuará a defender seus ativos e parcerias estratégicas.

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