- María Corina Machado reapareceu em Oslo, após 16 meses na clandestinidade, vindo de Curazao.
- Em coletiva com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, ela reiterou o desejo de transição democrática e possibilidade de retorno à Venezuela, sem data definida.
- Machado, vencedora do Nobel da Paz deste ano, agradeceu ao comitê e pediu apoio internacional para a democracia venezuelana.
- A filha Ana Corina Sosa recebeu o Nobel em nome do povo venezuelano; Machado afirmou que voltará quando o regime chavista cair.
- O governo norueguês disse que apoiará a democracia e o estado de direito na Venezuela, conforme a visitante participou de atividades oficiais no Parlamento norueguês.
María Corina Machado reapareceu em Oslo, após 16 meses na clandestinidade, vindo de Curazao. Em coletiva com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, a líder opositora venezuelana reforçou a defesa de uma transição democrática no país e sinalizou possibilidade de retorno à Venezuela, sem data definida.
Machado, de 58 anos, participou de atividades no parlamento norueguês e descreveu a viagem como um marco. Ela participou de uma sessão no Storting, onde recebeu o presidente da casa, assinou o livro de visitantes e manteve reuniões com parlamentares antes da coletiva com o premier.
Na coletiva, a opositora destacou o reconhecimento do Nobel como apoio ao povo venezuelano e à democracia. Store afirmou que a Noruega acompanhará esforços para consolidar o Estado de direito no país vizinho e favorecer um processo de mudança pacífica.
Antes da coletiva, Machado reuniu-se com autoridades e parlamentares para pedir apoio internacional à causa democrática na Venezuela. Ela também mencionou a intenção de coordenar ações para cortar recursos que alimentam a repressão vigente no país.
A viagem teve desfechos dramáticos: a líder saiu da Venezuela, passou pela Curazao em lancha e chegou a Oslo em um itinerário que incluiu passagem pelos Estados Unidos. Machado agradeceu aos apoiadores que arriscaram suas vidas para viabilizar o retorno às atividades públicas.
A reaparição ocorreu em meio à expectativa internacional e provocou mobilizações na capital norueguesa, com impacto na agenda política e midiática. Machado afirmou que pretende retornar à Venezuela assim que o regime de Maduro caia, sem detalhar prazos.
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