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Met Police pagará £7.500 a mulher detida por cartaz de protesto em Gaza

Metropolitan Police concorda em pagar £7.500 de indemnização a Aisha Jung por prisão injusta e má gestão após protesto em Trafalgar Square por cartaz considerado ofensivo

Aisha Jung holding her sign at a different demonstration.
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  • A Metropolitan Police concordou em pagar £7.500 em indenização a Aisha Jung, de 53 anos, do sul de Londres, após prisão injusta durante protesto de Gaza em Trafalgar Square, novembro de 2023, por segurar uma placa.
  • A placa dizia, entre outras palavras, “Apartheid Israel, que país”, e a polícia alegou que o conteúdo poderia ser ofensivo; Jung foi presa, revistada, levada para a delegacia de Bromley e mantida até as 4h.
  • Ela foi entrevistada sob suspeita de crime religioso ou racial, teve impressões digitais, foto e DNA coletados e foi liberada mediante fiança; não houve ação até março de 2024, com confirmação em maio de 2024 de que não seriam tomadas medidas.
  • Jung afirmou que a prisão causou noites sem dormir, afeta a possibilidade de empregos e o papel de conselheira escolar, além de preocupação com os filhos.
  • Em agosto, a Comissão de Igualdade e Direitos Humanos (EHRC) pediu diretrizes mais claras aos agentes sobre protestos; a polícia afirmou que não há lista única de infrações e que erros devem levar a aprendizado e ajustes de orientação.

A Metropolitan Police concordou em pagar 7.500 libras em indenização a Aisha Jung após prisão durante protesto em Trafalgar Square, central de Londres, em novembro de 2023. Ações incluíram retenção, busca e detenção sob alegação de discurso religioso ou racial.

Jung, 53, estava acompanhada do marido e dois filhos durante o protesto sobre Gaza. Ela foi informada de que a placa poderia ser ofensiva, foi solicitada a abaixar o cartaz e acabou detida sem explicação, mesmo sem violar leis reconhecidas no momento.

A mulher foi interrogada sob suspeita de ofensa religiosa ou racial, teve impressões digitais, foto e DNA colhidos e permaneceu presa até as 4h, sendo liberada sob fiança em março de 2024. O caso foi resolvido pela compensação financeira, incluindo alegações de prisão injusta e agressão.

Indenização e reações

A representante de Jung, Bríd Doherty, comentou que houve uma escalada de hostilidade a protestos pacíficos e destacou a importância de respeitar direitos de manifestação. A defesa afirmou que a placa não violava leis, e que a detenção foi surpreendente.

A Met respondeu que a gestão de protestos é complexa e que não existe uma lista fixa de condutas ilegais. Quando erros ocorrem, a instituição busca aprender e melhorar a orientação aos agentes para decisões futuras.

O caso ocorreu em meio a debates em Londres sobre o uso de poderes policiais em manifestações pro Gaza. A EHRC reconheceu necessidade de diretrizes mais claras aos agentes para evitar abusos de autoridade durante protestos.

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