- Novos combates foram registrados nesta quinta-feira, 11, na fronteira entre Camboja e Tailândia, próximos de templos disputados, enquanto Trump tenta ligar para os líderes dos dois países para buscar um cessar-fogo.
- Ao menos 19 pessoas morreram no conflito: 10 civis cambojanos e 9 militares tailandeses; mais de 500 mil pessoas foram deslocadas.
- Os combates envolveram artilharia, foguetes perto de hospital e toque de recolher em Sa Kaeo, afetando cinco províncias na região.
- A tensão ocorre menos de dois meses após um cessar-fogo frágil assinado em agosto, ainda sob mediação internacional.
- Autoridades indicam que as acusações sobre quem provocou a retomada do conflito se mantêm entre os dois lados.
Do conflito fronteiriço entre Tailândia e Camboja ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (11), com combates que deixaram 19 mortos e mais de 500 mil deslocados. Os choques ocorreram perto de templos disputados e envolveram artilharia, foguetes e ações perto de hospitais, ampliando a crise humanitária da região. O presidente dos EUA, Donald Trump, buscava mediação para um cessar-fogo entre as partes.
Os números oficiais apontam 10 civis cambojanos e 9 soldados tailandeses entre as vítimas. O conflito afetou cinco províncias em ambos os países, segundo dados divulgados. Aviões, tanques e drones marcaram as ações militares, elevando o temor de escalada. Ao menos metade dos deslocados permanece na Tailândia, buscando abrigo emergencial.
Na manhã de quinta, moradores de diferentes regiões relatam ataques perto de pontos sensíveis. Em Oddar Meanchey, no Camboja, ouviu-se artilharia na área dos templos em disputa. Ministérios de defesa de ambos os países registraram incidentes próximos a alvos civis e religiosos.
Deslocamentos continuam em ritmo intenso. Governo cambojano reporta mais de 101 mil pessoas retiradas da zona fronteiriça. Autoridades tailandesas indicam que mais de 400 mil civis buscaram abrigo em estruturas temporárias, como centros universitários adaptados para receber refugiados.
Medida de segurança local inclui toque de recolher em Sa Kaeo, das 19h00 às 5h00, anunciada pela defesa tailandesa. Em Surin, relatos indicam foguetes que teriam caído perto de hospitais, aprofundando a preocupação com a integridade de estruturas de saúde na fronteira.
Interlocutores internacionais atuam para reduzir a violência. Estados Unidos, China e Malásia já atuaram como mediadores em tentativas anteriores de cessar-fogo, com Trump apoiando declarações de paz em outubro. A atual escalada mantém a tensão entre os dois países e repercute na região.
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