- María Corina Machado estava ocultando-se há mais de um ano na Venezuela para evitar prisão, após investigação por traición a la patria.
- Ela deixou Caracas disfarçada, acompanhada de duas pessoas, e fez rota secreta via Caribe até Curacao, em viagem que durou quase quarenta e oito horas.
- A comitiva enfrentou mais de uma dezena de controles de segurança antes de chegar a Curacao, onde aguardaram em ilha neerlandesa.
- No momento da cerimônia de entrega do Nobel da Paz, realizada em Oslo, Machado já estava a caminho, chegando à cidade na madrugada de quinta-feira; a filha recebeu o prêmio em nome dela.
- Machado informou que pretende retornar à Venezuela, sem definir data ou modo de retorno.
María Corina Machado iniciou uma rota de viagem pouco antes de a cerimônia do Nobel da Paz de Oslo abrir suas portas, na tentativa de chegar a tempo do evento. A líder opositora venezuelana deixaria Caracas em direção à Europa com paradas estratégicas, em meio a um clima de sigilo. O objetivo era participar da entrega do prêmio à tarde.
Machado, que se manteve escondida por mais de um ano para evitar prisão, foi alvo de investigação por suposta traición a la patria, iniciada pela Justiça venezuelana sob controle do regime. Ela deixou a capital venezuelana disfarçada, acompanhada por duas pessoas, cruzando o litoral rumo ao norte.
Detalhes da viagem
Segundo relatos, a comitiva superou diversos controles até alcançar um porto pesqueiro no Caribe, de onde seguiu em uma pequena embarcação rumo a Curazao, território holandês. A distância entre a costa venezuelana e a ilha supera 250 quilômetros, e a travessia foi marcada por navegação agitada.
Ao chegar a Curazao, o grupo descansou por uma noite e seguiu de avião privado vindo de Miami, com destino final a Oslo. A logística secreta manteve-se para evitar alertas de autoridades, inclusive de forças dedicadas ao combate ao narcotráfico na região.
Antes de chegar à Noruega, Machado informou por telefone ao presidente do Comitê Nobel que estava a caminho. A confirmação ocorreu pouco antes da entrega do Nobel da Paz, marcada para o início da tarde local. O prêmio foi recebido pela filha da líder venezuelana, Ana Corina Sosa.
Machado chegou a Oslo na madrugada de quinta-feira e foi levada ao Grand Hotel, onde acenou aos apoiadores reunidos do lado de fora. A coordenadora do movimento opositor voltou a afirmar que pretende retornar à Venezuela, sem detalhar datas ou métodos.
Entre na conversa da comunidade