- A Papua Nova Guiné declarou HIV como crise nacional, diante de uma das epidemias de crescimento mais rápido na região Asia-Pacífico.
- Em 2024 foram registrados cerca de 11.000 novos casos, com quase metade entre crianças e pessoas com até 25 anos; estima-se que 2.700 bebês foram infectados no ano.
- A transmissão de mãe para filho é muito alta, e muitas mães não sabiam o suficiente sobre o status de HIV nem receberam terapia antirretroviral adequada.
- A suspensão da ajuda dos EUA afetou centenas de clínicas, reduzindo operações e salários; houve aumento de financiamento australiano para manter ações e a presença da UNAIDS no país.
- Organizações internacionais alertam para uma crise histórica de financiamento; o governo tem pressionado para ampliar a resposta e reduzir a dependência de ajuda externa.
Papua Nova Guiné enfrenta uma crise de HIV de rápida expansão. Em 2024, foram registrados cerca de 11.000 novos casos, com quase metade entre crianças e jovens com menos de 25 anos. Estima-se que 2.700 bebês nasceram infectados no ano. A transmissão mãe-child é um dos principais problemas.
O governo declarou o HIV como crise nacional em junho, ativando um plano de resposta emergencial com mais testes, tratamento e apoio. A UNAIDS alerta que o país depende fortemente de financiamento externo para manter serviços de saúde e HIV.
A epidemia é facilitada por baixa testagem, falta de conscientização e estigma. Grande parte da população não sabe que convive com o vírus, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento.
O congelamento de ajuda dos EUA atingiu centenas de clínicas, com cortes salariais e redução de operações. Em paralelo, o financiamento australiano foi ampliado para manter ações e a presença da UNAIDS no país.
A situação levou o comitê nacional de HIV a pedir maior apoio governamental e recursos estáveis. O país tem cerca de 10 milhões de habitantes e depende de parcerias com organizações internacionais para sustentar programas.
Além disso, mais de 200 clínicas públicas e religiosas que atendem HIV têm perdidos fundos após a suspensão da ajuda externa, de acordo com autoridades locais. Salários de profissionais chegaram a ser bloqueados.
Port Moresby, capital, abriga centros de atendimento afetados, como a Clínica Kaugere. Trabalhos locais relatam atraso de pagamentos e necessidade de voluntariado para manter ações de conscientização.
A UNAIDS destaca que mudanças abruptas no financiamento global reduzem a capacidade de resposta. Em contrapartida, a Austrália anunciou incremento de recursos para manter a presença da agência no país por mais dois anos.
Ainda segundo a UNAIDS, há necessidade de ampliar a conscientização e ampliar o diagnóstico. O governo argentino busca estratégias para reduzir a transmissão e melhorar o acesso a tratamento.
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