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Paquistão cria comissão nacional para minorias religiosas

Paquistão aprova lei de 2025 que cria a Comissão Nacional para os Direitos das Minorias com 18 membros; poderes de investigação removidos e críticas à autonomia

O Projeto de Lei da Comissão Nacional para os Direitos das Minorias de 2025 foi ratificado em 2 de dezembro, durante sessão conjunta da Assembleia Nacional e do Senado - Foto: Wikimedia Commons/Voz da América
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  • O Parlamento do Paquistão aprovou a Lei de 2025 para a Comissão Nacional para os Direitos das Minorias em 2 de dezembro, criando um comitê de dezoito membros.
  • A composição inclui representantes de várias religiões, com cada província indicando um integrante, além de Islamabad, e o primeiro-ministro fica responsável pelas nomeações.
  • A lei pública não concede poderes de investigações independentes, nem de convocar autoridades ou inspecionar centros de detenção, limitando a autonomia da comissão.
  • Opposição e organizações de direitos humanos criticam a eficácia da comissão sob esse desenho, apontando vulnerabilidade a pressões políticas e representatividade questionável.
  • Minorias religiosas somam cerca de 4% da população do Paquistão, com preocupações persistentes sobre pobreza e discriminação, mesmo com o marco legal em vigor.

O Parlamento do Paquistão aprovou, em 2 de dezembro de 2025, a Lei da Comissão Nacional para os Direitos das Minorias. O texto formaliza a criação de um colegiado para monitorar políticas públicas voltadas a comunidades não muçulmanas e assessorar autoridades federais e provinciais. A aprovação ocorreu em sessão conjunta da Assembleia Nacional e do Senado.

A comissão terá 18 membros, com representantes de cristãos, hindus, sikhs, bahá’ís e parsis, além de especialistas muçulmanos em direitos humanos. Cada província e Islamabad indicarão um integrante, e o primeiro-ministro ficará responsável pelas nomeações, para mandatos de três anos.

Poderes limitados e justificativas oficiais

Pelo formato aprovado, a comissão não poderá iniciar investigações independentes nem convocar autoridades ou inspecionar centros de detenção. O Ministério da Justiça afirmou que a legislação respeita limites legais e religiosos, com quatro emendas ao projeto original.

Críticas chegaram da oposição e de organizações de direitos humanos, que veem a medida como um passo simbólico, reduzindo a autonomia da instituição. Parlamentares destacaram que a estrutura atual pode comprometer a eficácia diante de violações.

Organizações de defesa de direitos mantêm cautela. O HRCP disse que analisará o texto com cuidado, enfatizando atuação sem hierarquizar comunidades e em consonância com liberdades religiosas e não discriminação. A composição definitiva ainda depende de confirmação oficial.

As minorias religiosas formam cerca de 4% da população paquistanesa, estimada em 241,5 milhões. Mesmo com avanços legais, autoridades apontam vulnerabilidades como pobreza, marginalização e barreiras educacionais e laborais que exigem uma comissão robusta, não apenas simbólica.

Fonte: Christian Daily International

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