- O primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov anunciou a demissão do governo tripartite conservador antes da votação de moção de censura, após dias de protestos.
- Milhares de pessoas voltaram às ruas na noite de quarta-feira, em cidades de todo o país, para exigir a saída do governo e protestar contra a corrupção e o orçamento de 2026.
- O Executivo retirou o projeto de orçamento na semana passada, mas a indignação permaneceu.
- O presidente Rumen Radev apoiou as manifestações e pediu eleições antecipadas; a oposição afirmou não saber se Radev disputará o cargo.
- A coalizão oposição Continuação o Mudar–Bulgária Democrática elogiou a demissão, observando que a Bulgária se aproxima de novos pleitos eleitorais e mencionando o histórico de protestos anticorrupção.
O primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov anunciou a demissão do governo tripartite conservador, minutos antes da votação de moção de censura no Parlamento. O anúncio ocorreu após dias de protestos em várias cidades contra o orçamento de 2026 e críticas à corrupção.
Os protestos, que reuniram milhares de pessoas, foram estimulados pela desconfiança no gabinete e pela promessa de eleições antecipadas. O presidente Rumen Radev havia manifestado apoio aos movimentos e pedido que o governo se afastasse do cargo.
A coalizão alternativa, de oposição, afirmou não saber se Radev disputará as próximas eleições. A retirada do governo abre caminho para um novo formato político e para o calendário de eleições no país.
Contexto dos protestos
Milhares foram às ruas na noite de quarta-feira, com jovens da geração Z liderando as manifestações contra suposta impunidade e malversação no orçamento. A pressão popular aumentou conforme o país observa índices de corrupção.
Reação política e desdobramentos
O bloco oposicionista Continuamos o Cambio–Bulga ria Democrática recebeu positivamente a decisão de demitir o governo. Analistas destacam que a crise amplia a necessidade de diálogo entre governo, parlamento e sociedade civil.
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