- Governo britânico negou ter iniciado negociações para levantar o embargo sobre exportação de armas com a Argentina, vigente desde a Guerra das Malvinas.
- Presidente argentino, Javier Milei, afirmou ao The Telegraph que conversas começaram e sinalizou possível visita oficial ao Reino Unido em 2026.
- Porta-voz do governo britânico disse que não há negociações específicas para aliviar controles de exportação de armas; o Reino Unido mantém a recusa de licenças que possam ampliar a capacidade militar argentina.
- O governo britânico afirmou interesse em aprofundar cooperação com a Argentina em áreas como comércio, ciência e cultura.
- Sobre as Ilhas Malvinas, o governo britânico reforçou que a soberania não está em negociação; referendo de 2013 mostrou majority pela continuidade no Reino Unido (92% votaram para permanecer).
O governo britânico negou nesta quinta-feira a abertura de negociações com a Argentina para levantar o embargo sobre exportação de armas vigente desde a Guerra das Malvinas, em 1982. A posição foi reafirmada após o relato do presidente argentino, Javier Milei, ao diário The Telegraph sobre conversas em curso com Londres.
Milei afirmou ao The Telegraph que iniciou diálogos com o Reino Unido para flexibilizar as restrições de exportação de armas, inclusive com componentes britânicos, e sinalizou a possibilidade de uma visita oficial ao país em 2026. As informações foram comentadas em meio a questionamentos sobre a pauta argentina nas relações bilaterais.
Posicionamento britânico sobre o embargo e as Malvinas
O porta-voz do governo britânico informou à AFP que não há conversas específicas para aliviar os controles de exportação de armas. A nota enfatizou a política de negar licenças para itens que possam incrementar a capacidade militar argentina.
Segundo o site oficial do Executivo, o Reino Unido busca ampliar cooperação com a Argentina em áreas como comércio, ciência e cultura, sem alterar o embargo de armamentos. A declaração aponta prioridade ao diálogo em outras frentes.
Malvinas e autodeterminação
Milei pediu que as Ilhas Malvinas sejam entregues por vias diplomáticas, mantendo a defesa da autodeterminação dos habitantes. O governo britânico reiterou que a soberania permanece inalterada, citando o referendo de 2013, no qual a população votou majoritariamente pela continuidade da pertença ao Reino Unido.
De acordo com o relatório britânico, o referendo realizado com participação de 92% do eleitorado teve 99,8% de apoio à permanência britânica. O texto ressalta que essa consulta foi vinculante para a soberania do arquipélago.
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