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Renascimento do patrimônio de Mosul pode restaurar a diversidade religiosa?

Restaurações em Mosul avançam com inaugurações de igreja, casas otomanas e biblioteca; museu previsto para abrir em 2026, sinal de reconstrução internacional

The Al-Raabiya Mosque—severely damaged during the battle to liberate the city from Isis in 2017—was one of several restored buildings revealed in October © ALIPH/Valéry Freland
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  • Mosul continua se reconstruindo após a ocupação do ISIS; várias restaurações completadas em 2023-2024, incluindo Al Tahera, Al-Saa’a e casas otomanas, além da biblioteca central, com reabertura da biblioteca em 1 de janeiro e apoio da Unesco no programa Revive the Spirit of Mosul.
  • Em outubro, duas igrejas e uma mesquita restauradas pela ONG Aliph foram inauguradas, ampliando o conjunto de obras apoiadas internacionalmente num projeto de 115 milhões de dólares.
  • O Museu de Mosul está previsto para abrir em outono de 2026; o investimento total de 15,8 milhões de dólares envolve parcerias com o Louvre, Smithsonian e World Monuments Fund.
  • O programa Mosul Mosaic, da Aliph, soma cerca de 30 milhões de dólares com cinquenta projetos, oferecendo restauração, treinamento a locais e geração de empregos, além de documentar a herança religiosa da cidade.
  • Embora haja relatos de retorno de algumas comunidades, especialmente cristãs, para Mosul, o retorno é ainda parcial e acompanhado de desafios sociais e de segurança.

Mo­sul avançou na restauração do seu patrimônio após a devastação provocada pela ocupação do ISIS entre 2014 e 2017. Em 2023-2024, diversas obras foram inauguradas, incluindo Al Tahera, Al-Saa’a e outras igrejas, além de casas otomanas e a biblioteca central. O Museu de Mosul está previsto para abrir em 2026 com apoio internacional.

A UNESCO e parceiros supervisionaram projetos de reinstalação de casas otomanas na cidade antiga, bem como a reabertura da Biblioteca Central de Mosul, sem data fixada para desfecho final. O programa Revive the Spirit of Mosul tem investimentos de cerca de 115 milhões de dólares.

Avanços recentes e ações de organizações

Em outubro, duas igrejas e uma mesquita restauradas pela Aliph (International Alliance for the Protection of Heritage) foram inauguradas, fortalecendo o patrimônio religioso da cidade. A atuação inclui também tutela de arte sacra e proteção de manuscritos.

A restoração do Tutunji House, antiga casa otomana usada pela ISIS como fábrica de explosivos, foi concluída neste ano, abrindo espaço cultural. O House of Prayer da Al-Saa’a Church e a Mesquita Al-Masfi, entre as mais antigas, também foram reinaugurados.

Participação comunitária e perspectivas

O projeto Mosul Mosaic envolve treinamento em restauração de patrimônio e geração de empregos locais, com foco na diversidade religiosa da região. A iniciativa também registra a presença de comunidades cristãs na cidade, buscando apoio para retorno seguro.

A inauguração da Igreja Mar Toma ocorreu em 15 de outubro, com a presença do arcebispo sírio-ortodoxo Nicodemus Daoud Sharaf. A igreja abriga a relíquia do dedo de São Tomás, que foi salva antes da invasão de 2014 e recentemente restituída.

Outros corredores de restauração

A Al Tahira Church e a Al-Saa’a Church, restauradas pela Aliph, tiveram cerimônias com lideranças religiosas locais. A Al-Raabiya Mosque também foi concluída, destacando a riqueza da arquitetura moslawi. O restauro do Mosul Museum, com apoio do Louvre, Smithsonian e World Monuments Fund, está previsto para o outono de 2026.

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