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Bielorrússia libera 123 prisioneiros, incluindo opositores, após sanções dos EUA

Lukashenko libera 123 prisioneiros, incluindo Bialiatski e Kalesnikava, após EUA retirarem sanções a potássio, sinal de aproximação ocidental.

Belarusian opposition leader Sviatlana Tsikhanouskaya welcomes released prisoner Ales Bialatski as he arrives at the US embassy in Vilnius, Lithuania, on Saturday 13 December.
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  • O presidente Alexander Lukashenko libertou 123 prisioneiros, entre eles o vencedor do Nobel da Paz Ales Bialiatski e a líder de oposição Maria Kalesnikava.
  • A libertação ocorreu após os EUA liftarem sanções ao potássio bielorrusso, principal exportação do país.
  • O anúncio saiu após dois dias de encontros com um enviado do presidente Donald Trump, sinalizando aproximação ocidental.
  • A medida acontece em meio ao isolamento de Minsk pelo Ocidente e ao receio de que a distensão reduza a influência de Vladimir Putin sobre a Bielorrússia.
  • Segundo autoridades, 114 civis, incluindo ucranianos e bielorrussos, foram transferidos para a Ucrânia; opositores ressaltam que as sanções continuam importantes para a transição democrática.

Belarus libertou 123 presos, entre eles o Nobel da Paz Ales Bialiatski e a líder oposicionista Maria Kalesnikava, após os EUA suspenderem sanções sobre a potassa do país. A decisão foi anunciada após dois dias de encontros com um enviado de Donald Trump.

A libertação ocorre num contexto de aproximação com o Ocidente, em meio a pressão internacional por direitos humanos. Minsk mantém relação estreita com a Rússia, mas busca aliviar o isolamento internacional.

O anúncio foi feito na semana passada, após as negociações em Minsk com o enviado dos EUA. A medida é apresentada como parte de um esforço de détente com o Ocidente.

Kalesnikava e Bialiatski, que já receberam reconhecimento internacional, estavam entre os prisioneiros libertados. Outros liberados incluem Viktar Babaryka, preso desde 2020.

Familiares se reuniram fora da embaixada dos EUA em Vilnius, Lituânia, aguardando a transferência de alguns libertados. Autoridades ucranianas disseram que 114 civis foram transferidos para a Ucrânia.

Instituições de direitos humanos afirmam que a saúde de muitos detidos tem se deteriorado. O governo de Lukashenko nega prisões políticas e afirma combater delitos contra o Estado.

Minsk é alvo de sanções da UE e dos EUA desde 2020 e de medidas adicionais em 2022 por cooperação com a Rússia. A avaliação internacional permanece dividida sobre o alcance da mudança.

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