- México aprovou reforma tarifária com alíquotas de cinco por cento a cinquenta por cento sobre cerca de mil e quinhentos produtos de 17 setores, com vigência a partir de 1º de janeiro.
- Países como China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e África do Sul também serão impactados, segundo o governo mexicano.
- O Brasil acompanha com atenção e aguarda a publicação do texto final para avaliar impactos sobre as exportações brasileiras.
- O setor automotivo deve ter pouco efeito, mas há preocupação de que o aumento tarifário reduza preferências existentes em outros segmentos.
- A Confederação Nacional da Indústria estima que até 15% das exportações brasileiras para o México possam ser afetadas, ampliando a necessidade de diálogo bilateral.
O México aprovou uma reforma tarifária que pode taxar importações de países sem acordo de livre-comércio em até 50%. A medida foi aprovada pelo Congresso mexicano na quinta-feira e entra em vigor no dia 1º de janeiro. A mudança afeta cerca de 1,5 mil produtos de 17 setores.
As alíquotas vão de 5% a 50% e alcançam itens como automóveis, autopeças, vestuário, plástico, siderurgia e eletrodomésticos. Países como Brasil, China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e África do Sul podem sentir impactos diretos. A decisão ocorre antes de negociações do acordo com EUA e Canadá.
O governo brasileiro acompanha o tema com cuidado e informou, em nota conjunta, que aguarda a publicação do texto final para avaliar efeitos sobre exportações. O Itamaraty e o MDIC destacaram o diálogo com autoridades mexicanas e a importância da previsibilidade nas relações comerciais.
A percepção no Brasil é de que o setor automotivo pode ter menor impacto, por acordos setoriais entre os dois países. Ainda assim, há preocupação de que as novas tarifas reduzam preferências bilaterais em outros setores e elevem custos para empresas.
Reações e impactos
A CNI estima que até 15% das exportações brasileiras ao México possam sofrer efeitos. Parlamentares que se abstiveram criticaram a tramitação acelerada e citaram risco inflacionário. O governo mexicano já sinalizou sancionar a lei nos próximos dias.
O anúncio ocorre em momento sensível, com o México prestes a revisar o acordo de livre comércio com EUA e Canadá em 2026. A administração mexicana afirma que a lei atinge apenas países sem acordos amplos, enquanto o Brasil mantém entendimentos setoriais.
O Brasil ocupa o sexto lugar entre os principais mercados mexicanos de janeiro a novembro de 2025, com exportações próximas de US$ 7 milhões. O Itamaraty reitera interesse em manter cooperação estável e regras claras para investimentos bilaterais.
O conteúdo ressalta a necessidade de acompanhamento de perto, avaliação de listas_final e manutenção de diálogo institucional para reduzir impactos negativos sobre o comércio entre Brasil e México.
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