- A China Mineral Resources Group propôs aumentar custos de armazenagem em terminais de importação para dificultar o estoque de minério de ferro nos portos, atingindo cerca de quinze empresas, incluindo BHP e Vale.
- A medida pode reduzir o poder de negociação de mineradoras e traders estrangeiros e influenciar a oferta e os preços.
- As autoridades de transporte e reguladores portuários da China estão avaliando a proposta, com negociações em curso; ainda não está claro o impacto sobre contratos futuros na Bolsa de Dalian.
- A CM Resources Group/G (CMRG) ganhou força em dois mil e vinte e dois e se tornou mais agressiva neste ano, banindo a importação de dois tipos de minério da BHP após falha em contratos de longo prazo.
- A China, maior compradora mundial, critica a opacidade dos preços praticados pelas grandes mineradoras globais.
A China Mineral Resources Group (CMRG) intensificou atuação neste ano e trabalha para conter o acúmulo de minério de ferro nos portos chineses. A ideia é aumentar os custos de armazenagem nos terminais de importação, segundo fontes próximas ao assunto. Cerca de 15 empresas estariam no foco, incluindo mineradoras estrangeiras como BHP e Vale.
A medida busca dificultar que mineradoras e traders mantenham estoques elevados por longos períodos. Com isso, a CMRG pretende reduzir a capacidade de influenciar a oferta e o preço do minério no mercado interno. A iniciativa reforça o papel da estatal chinesa no cenário de commodities e reflete críticas antigas a preços ditados por grandes players globais.
A proposta está em fase de avaliação com autoridades de transporte e reguladores portuários da China. Ainda não está claro se haverá impacto sobre contratos futuros na Bolsa de Dalian, que podem ser liquidados por entrega física. A China é a maior compradora mundial de minério de ferro, e a CMRG já adotou medidas mais agressivas neste ano, como a suspensão de importação de tipos específicos de minério da BHP.
A Bloomberg aponta que a CMRG vem negociando com outras mineradoras para o fornecimento do próximo ano. A companhia destaca que o aumento de custos de armazenagem pode alterar a dinâmica de negociação entre compradores nacionais e estrangeiros. Em 2025, os preços do minério têm mostrado pouca volatilidade, oscilando em patamar próximo a US$ 100 por tonelada.
Entre na conversa da comunidade