- O sindicato dos oficiais do Serviço Estrangeiro dos Estados Unidos entrará com ação na próxima semana para bloquear as demissões em massa, com audiência marcada para 17 de dezembro; liminar temporária já foi obtida.
- Aproximadamente 246 diplomatas dos EUA seriam afetados; as demissões anunciadas em julho foram adiadas pela licença administrativa de 120 dias, encerrada durante o shutdown.
- A resolução de financiamento que encerrou o shutdown proíbe reduções de quadro até 30 de janeiro de 2026; se a liminar não for concedida, o adiamento pode durar apenas seis semanas.
- Alguns diplomatas podem tornar-se elegíveis à aposentadoria até 30 de janeiro, o que pode impactar o pensionamento e a continuidade de carreira.
- Pesquisa da AFSA aponta mal-estar significativo: 98% relatam baixo moral; 61% disseram que a carga de trabalho aumentou; 65% consideram a politicização da atividade diplomática uma das principais preocupações.
A associação que representa diplomatas de carreira entrará com ação na próxima semana para impedir demissões em massa, movendo-se contra a administração de Donald Trump. A ação ocorre após o governo tentar efetivar cortes mesmo com lei aging que freia reduções de quadro. O processo terá audiência marcada para 17 de dezembro.
A disputa envolve 246 diplomatas norte-americanos que estavam programados para as demissões em 5 de dezembro, após licença administrativa de 120 dias. A pausa foi implantada durante o shutdown federal, encerrado com uma resolução orçamentária que proíbe RIF até 30 de janeiro de 2026.
A resolução que encerrou o shutdown incluiu a proibição de demissões em grande escala até 30 de janeiro de 2026. Diante disso, o Departamento de Estado e o governo defenderam a legalidade, enquanto o sindicato sustenta que o continuar da resolução impede qualquer corte.
Plano judicial e impactos práticos
A AFSA, associada aos diplomatas, e a American Federation of Government Employees acionaram o tribunal federal para bloquear as demissões. Se o juiz negar a liminar, a suspensão pode durar apenas seis semanas, segundo avaliação de especialistas da categoria.
Especialistas destacam que, entre os impactados, pode haver elegibilidade à aposentadoria até 30 de janeiro, o que influiria na possibilidade de saída com benefício integral. A audiência no dia 17 deverá esclarecer como a continuidade da resolução será interpretada.
Paralelamente, a pesquisa recente da AFSA mostrou queda de moral entre 98% dos diplomatas ativos. A sondagem, com 2.100 entrevistados, aponta aumento de carga de trabalho e percepção de politização do serviço exterior.
Os fatos ocorrem em meio a críticas de senadores sobre o respeito à lei. A presidente da seção externa do Senado ressaltou a necessidade de seguir o texto legal para preservar a instituição diplomática e a capacidade de responder a crises.
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