- Os EUA impuseram novas sanções a três sobrinhos de Cilia Flores e a seis empresas de navegação ligadas ao transporte de petróleo venezuelano.
- O petroleiro apreendido foi escoltado até um porto dos Estados Unidos; a tripulação está sendo interrogada e o FBI participa da confiscação.
- Maduro chamou a ação de pirataria naval criminosa e afirmou números divergentes de petróleo a bordo (1,9 milhão vs 1,1 milhão de barris).
- O governo americano disse que a operação combate um regime que, segundo eles, dissemina drogas, com autorização para atuação da CIA na região.
- Reações internacionais incluem apoio de Vladimir Putin e de Cuba; a ONU expressou preocupação com a apreensão.
O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra três familiares do presidente venezuelano Nicolás Maduro e contra seis empresas de navegação ligadas ao transporte de petróleo venezuelano. A medida intensifica a pressão sobre Caracas em meio a acusações de narcotráfico e tráfico de petróleo.
As sanções atingem os sobrinhos de Cilia Flores, esposa de Maduro, citando atividades de drogas associadas aos membros da família. O Tesouro americano informou que um deles atua no tráfico de drogas na Venezuela, ampliando o leque de ações contra o entorno do governo.
Paralelamente, Washington anunciou a apreensão de um petroleiro venezuelano, com a embarcação sendo escoltada até um porto nos EUA. A operação ocorreu com intervenção de helicópteros e envolve o confisco do navio, identificado pelo governo como parte de uma rede de transporte de petróleo.
O petroleiro transportava aproximadamente 1,1 milhão de barris de petróleo, segundo dados atualizados, com divergências sobre o volume declarado pelo governo venezuelano. A tripulação está sendo interrogada, e o navio deve chegar a solo americano sob controle das autoridades.
O governo venezuelano classificou a ação como pirataria naval criminosa e acusa os EUA de sequestrar o navio e os tripulantes. Maduro afirmou em discurso que a operação representa uma nova era de agressões contra seu governo.
Paralelamente, o presidente russo Vladimir Putin expressou apoio à Venezuela em telefonema, consolidando a cooperação entre Caracas e Moscou. Cuba também manifestou solidariedade, evidenciando o alinhamento regional em meio à tensão com Washington.
A ONU manifestou preocupação com a apreensão do navio, ressaltando o impacto humanitário e a importância de vias marítimas seguras. A ação norte-americana reflete a estratégia de combate ao que Washington define como tráfico de drogas e lavagem de recursos.
No âmbito interno, autoridades americanas destacaram que a operação teve caráter conjunto entre órgãos de aplicação da lei e de defesa, com o FBI atuando no confisco e a marinha nos procedimentos de escolta e retenção da embarcação.
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