- Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, foi detida de forma violenta durante um tributo a Khosrow Alikordi, advogado de direitos humanos falecido recentemente.
- A fundação em nome de Alikordi disse ter recebido informações credíveis sobre o arresto e afirmou que outras figuras de direitos humanos também foram detidas na cerimônia.
- A ativista estava em liberdade condicional e, no final de novembro, denunciou que autoridades iranianas a impediram de deixar o país de forma permanente e não emitiram passaporte para ver os dois filhos, exilados na França.
- Mohammadi já saiu da prisão há um ano devido a problemas de saúde; já foi presa em treze ocasiões, condenada em nove processos e esteve encarcerada pela última vez em 2021.
- Ela continua atuando publicamente para denunciar violações de direitos humanos no Irã, incluindo a aplicação da pena de morte e a violência contra mulheres que não usam o véu obrigatório.
A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, foi detida na sexta-feira de forma violenta durante um tributo a Khosrow Alikordi, advogado de direitos humanos falecido recentemente. A informação foi divulgada pela Fundação que leva o nome dele, que diz ter recebido informações confiáveis sobre o arresto. Outros ativistas teriam sido igualmente detidos na cerimônia em Teerã.
Mohammadi, que já enfrentou diversas prisões e está em liberdade condicional, estava na cerimônia para homenagear Alikordi, encontrado morto em sua escritório na semana passada. A fundação afirma que a detenção ocorreu durante o evento, sem detalhes sobre a duração ou sobre eventuais acusações apresentadas pelas autoridades.
A respeito do histórico, Mohammadi tem 13 detenções registradas, passou períodos na prisão e, no fim de novembro, relatou que autoridades iranianas teriam proibido permanentemente sua saída do país. Ela também enfrenta dificuldades para obter passaporte, dificultando visitas a seus dois filhos que vivem exilados na França.
Em 2021, Mohammadi foi novamente presa, após já ter deixado a prisão há cerca de um ano por motivos de saúde. Mesmo diante de condenações e encarceramentos, ela continua a denunciar violações de direitos humanos no Irã, incluindo restrições às mulheres e a aplicação de penas de morte.
O Comitê Nobel destacou Mohammadi em 2023 pelo papel na luta contra a opressão das mulheres no Irã e pela defesa dos direitos humanos e da liberdade. A organização ressaltou seu trabalho pela promoção de direitos básicos e pela denúncia de abusos, mesmo diante de restrições de viagem.
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