- O Kosovo recebeu os primeiros cidadãos expulsos dos Estados Unidos, anunciados pelo primeiro-ministro Albin Kurti, sem datas, nacionalidades ou localização.
- O acordo assinado em junho permite receber temporariamente até 50 pessoas expulsas por ano para facilitar o retorno a seus países de origem.
- Kurti afirmou que o Kosovo aceita “aquelas que os Estados Unidos não querem em seu território” e disse que um ou dois já estariam no país.
- A notícia chega em meio a críticas de Washington sobre a política do premiê em relação à minoria sérvia, em contexto de eleições marcadas para 28 de dezembro.
- O Kosovo, um dos países mais pobres da Europa, busca demonstrar gratidão aos EUA pelo apoio à independência de 2008, além de manter laços econômicos e políticos relevantes.
O Kosovo confirmou a chegada dos primeiros cidadãos expulsos dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Albin Kurti, sem detalhar datas, nacionalidades ou localização. O governo não informou quando exatamente essas pessoas chegaram.
O acordo assinado em junho autoriza, de forma temporária, receber até 50 expulsos por ano para facilitar o retorno ao país de origem. A medida é apresentada como demonstração de reconhecimento ao apoio dos EUA desde a independência, em 2008.
Kurti mencionou, em entrevista a um canal local, que o Kosovo acolheria quem os EUA não quer em seu território. Ele não forneceu novos dados sobre a chegada nem sobre os destinatários dessa medida.
Contexto político e relação com os EUA
O país enfrenta turbulência interna e críticas de Washington sobre a condução política, especialmente em relação à minoria sérvia. O premiê enfrenta um cenário eleitoral, com votação prevista para 28 de dezembro, após dificuldades para formar governo.
A relação com os EUA é marcada por apoio histórico. Kosovar afirma ter um reconhecimento amplo à aliança, enquanto o governo tenta equilibrar tensões regionais e internas. O tema também envolve o ambiente eleitoral e a continuidade do alinhamento com Washington.
Perspectivas e impactos
A iniciativa acontece em meio a negociações com parceiros europeus e a República da Dinamarca, em outros acordos de retorno de migrantes. Especialistas apontam que a medida pode influenciar fluxos de pessoas e a imagem internacional do Kosovo, diante do debate sobre políticas de retorno.
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