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Oito mortos, incluindo três crianças, por chuvas torrenciais em Gaza

Tormenta Byron causa oito mortes em Gaza em 24 horas, desabamentos e milhares de tendas inutilizáveis; entrada de ajuda permanece bloqueada e o risco sanitário cresce

Un niño palestino camina por una zona inundada en un campamento en Deir al Balah, este viernes.
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  • Em 24 horas, oito mortos (incluindo três crianças) e quatro desaparecidos por desabamentos provocados pelo vento e pela chuva em Gaza.
  • Treze imóveis desabaram e cerca de 27 mil tendas ficaram inutilizáveis, inundadas ou arrastadas pela água e pelos ventos; 4.300 chamadas de ajuda foram registradas.
  • Muros caíram sobre famílias e lojas de campanha; Beit Lahiya, no norte, registra várias pessoas soterradas.
  • Cerca de 795 mil deslocados vivem em áreas baixas e sem drenagem adequada; a ONU estima necessidade de cerca de 300 mil tendas, casas móveis e caravanas, com entrada de auxílio bloqueada por autoridades israelenses.
  • Especialistas indicam que a combinação de tempestade, água, saneamento precário e deslocamentos deve aumentar casos de infecções respiratórias agudas, hepatite e doenças diarreias.

Doze dias de tempestade e de chuva intensa atingiram Gaza, revelando consequências graves em um território já devastado. Em 24 horas, oito moradores morreram, incluindo três crianças, e quatro pessoas estão desaparecidas. Desabaram ao menos 13 imóveis, entre eles casas e abrigos improvisados.

Desmoronamentos e ventos fortes deixaram milhares de tendas inutilizáveis; estimativas apontam 27.000 abrigos danificados ou arrastados pela água. Equipes de resgate informam milhares de chamadas de ajuda, com dezenas de famílias presas sob escombros em Beit Lahiya, no norte da faixa de Gaza.

A crise humanitária é agravada pela logística interrompida para a entrada de ajuda. A Organização Internacional de Migrações aponta atrasos na liberação de materiais de reforço, como madeira, painéis e sacos de areia, essenciais para contenção de inundações e estruturas temporárias.

A Organização Mundial da Saúde alerta para o aumento de infecções respiratórias, gastrointestinais e outras doenças, devido ao frio, à água estagnada e às condições sanitárias precárias. Organismos internacionais destacam a necessidade de acesso rápido a suprimentos médicos e saneamento.

Beit Lahiya registra um novo balanço de vítimas com o desabamento de uma casa, que deixou várias pessoas soterradas. Equipes de resgate atuam com recursos limitados, utilizando ferramentas simples para tentar localizar desaparecidos entre escombros.

A situação envolve cerca de 795.000 deslocados que vivem em zonas de baixa elevação e sem drenagem adequada. A ONU estima o contingente necessário de 300 mil abrigos de campanha, ainda bloqueados pela restrição de entrada de Israel, ainda vigente.

O quadro de inverno agrava o risco de infecções. O responsável pela operação da Organização Mundial de Saúde, em conferência, ratifica que a combinação de tempestade, água, saneamento insuficiente e superpopulação aumenta a incidência de doenças respiratórias e diarreias.

Contexto e impactos

O território já vinha sob pressão após anos de destruição e bloqueio. O fenômeno Byron expôs a fragilidade de abrigos precários, com famílias utilizando tendas improvisadas e materiais reaproveitados de escombros. A comunidade internacional acompanha o desdobramento da crise.

As autoridades locais registram falhas logísticas que dificultam a chegada de ajuda humanitária, incluindo restrições para entrada de maquinaria pesada e de bombas de água, citando riscos de uso por grupos armados. A situação permanece sem data de normalização.

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