- O plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra prevê a adesão da Ucrânia à União Europeia a partir de janeiro de 2027, sujeita a negociação e ao voto unânime dos 27 membros.
- A ideia de adesão rápida já enfrenta resistência de alguns países, como a Hungria, e depende do consenso entre os membros do bloco.
- O projeto também envolve a cessão de territórios ucranianos à Rússia, acompanhada de garantias de segurança, segundo um alto funcionário dos EUA à AFP.
- O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que Washington tem alavancas de influência para desbloquear o caminho da Ucrânia e viajará a Berlim para novas negociações.
- A Rússia reagiu com ceticismo, dizendo que a versão pode piorar e descrevendo o processo como longo; UE e Kiev exigem garantias de segurança antes de concessões.
O plano de paz dos Estados Unidos para encerrar a guerra russo-ucraniana prevê a adesão rápida de Kiev à União Europeia a partir de janeiro de 2027, além da cessão de territórios ucranianos à Rússia, com garantias de segurança. A informação foi publicada pela AFP, citando um alto funcionário americano.
O documento envolve EUA, Ucrânia, União Europeia e aliados europeus. Zelensky afirma que Washington tem alavancas de influência para desbloquear avanços na adesão. A Presidência francesa pediu transparência sobre as garantias de segurança antes de qualquer acordo.
A divulgação ocorreu nesta sexta-feira 12. Após giro diplomático pela Europa, Zelensky viajará na segunda-feira para Berlim para reuniões com o premiê alemão e outros líderes. Moscou reagiu com cautela, dizendo que vê a versão como potencialmente piora e destacando a longa duração do processo.
Reações e próximos passos
O plano sugere uma adesão acelerada, que contrasta com o histórico de negociações da UE, que exige unanimidade entre os 27 membros. A Hungria tem histórico de resistência à entrada de Kiev, o que complica o caminho.
Enquanto isso, Zelensky sinalizou que a Ucrânia empreenderia ajustes territoriais apenas em troca de garantias de segurança sólidas. Moscou indicou que pode manter a oposição à proposta, apontando que o tema envolve mudanças significativas de fronteira.
Entre na conversa da comunidade