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Plano dos EUA aponta adesão da Ucrânia à UE em 2027

Plano de paz americano prevê adesão rápida de Kiev à União Europeia a partir de 2027 e cessão de territórios ucranianos à Rússia, com garantias de segurança, despertando cautela em Moscou

Trump e Zelensky na Casa Branca em agosto de 2025. Foto: Alex WROBLEWSKI / AFP
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  • O plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra prevê a adesão da Ucrânia à União Europeia a partir de janeiro de 2027, sujeita a negociação e ao voto unânime dos 27 membros.
  • A ideia de adesão rápida já enfrenta resistência de alguns países, como a Hungria, e depende do consenso entre os membros do bloco.
  • O projeto também envolve a cessão de territórios ucranianos à Rússia, acompanhada de garantias de segurança, segundo um alto funcionário dos EUA à AFP.
  • O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que Washington tem alavancas de influência para desbloquear o caminho da Ucrânia e viajará a Berlim para novas negociações.
  • A Rússia reagiu com ceticismo, dizendo que a versão pode piorar e descrevendo o processo como longo; UE e Kiev exigem garantias de segurança antes de concessões.

O plano de paz dos Estados Unidos para encerrar a guerra russo-ucraniana prevê a adesão rápida de Kiev à União Europeia a partir de janeiro de 2027, além da cessão de territórios ucranianos à Rússia, com garantias de segurança. A informação foi publicada pela AFP, citando um alto funcionário americano.

O documento envolve EUA, Ucrânia, União Europeia e aliados europeus. Zelensky afirma que Washington tem alavancas de influência para desbloquear avanços na adesão. A Presidência francesa pediu transparência sobre as garantias de segurança antes de qualquer acordo.

A divulgação ocorreu nesta sexta-feira 12. Após giro diplomático pela Europa, Zelensky viajará na segunda-feira para Berlim para reuniões com o premiê alemão e outros líderes. Moscou reagiu com cautela, dizendo que vê a versão como potencialmente piora e destacando a longa duração do processo.

Reações e próximos passos

O plano sugere uma adesão acelerada, que contrasta com o histórico de negociações da UE, que exige unanimidade entre os 27 membros. A Hungria tem histórico de resistência à entrada de Kiev, o que complica o caminho.

Enquanto isso, Zelensky sinalizou que a Ucrânia empreenderia ajustes territoriais apenas em troca de garantias de segurança sólidas. Moscou indicou que pode manter a oposição à proposta, apontando que o tema envolve mudanças significativas de fronteira.

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