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Rússia pressiona UE para que ativos congelados não financiem a Ucrânia

UE aprova mecanismo de emergência para manter ativos russos congelados indefinidamente; Moscou ameaça retaliação e acionará tribunais contra Euroclear

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  • A União Europeia aprovou um mecanismo de emergência para manter os ativos russos congelados indefinidamente, sem a necessidade de renovar a medida a cada seis meses.
  • O Banco Central da Rússia acionou a Euroclear, agência de liquidação sediada na Bélgica, em um tribunal de arbitragem em Moscou, alegando manter recursos ilegais e pedindo reparação de danos.
  • A UE discute usar esses ativos para financiar a reconstrução da Ucrânia via um empréstimo de reconstrução a juros zero; Bélgica resiste, pedindo que o risco seja compartilhado entre os parceiros.
  • A Rússia ameaça retaliações contra a UE, seus Estados membros e empresas, caso os fundos sejam usados para Kiev; Washington acompanha a situação de perto.
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, deve viajar a Berlim, enquanto a cúpula europeia avalia caminhos para sustentar a Ucrânia e avançar um acordo de paz para 2026–27.

A União Europeia aprovou, em sessão desta sexta-feira, um mecanismo de emergência que mantém ativos congelados de origem russa de forma indefinida, evitando novas renovações a cada seis meses. A medida visa sustentar eventuais financiamentos para Kiev sem desbloquear os recursos automaticamente.

Rússia reagiu com ameaças de retaliação e disse que recorrerá a tribunais. O Banco Central russo apresentou uma arbitragem contra a Euroclear, custodiando ativos de vários Estados, para contestar a manutenção do congelamento. Moscou afirma que tais ações impedem o banco central de dispor de seus fundos.

A UE discute ainda a possibilidade de emprestar aos ucranianos, a juros zero, parte desses ativos para reconstrução. Bélgica, que abriga a Euroclear, resiste, defendendo que o custo seja compartilhado entre os países da região.

Segundo a Comissão Europeia, o novo mecanismo reduz riscos de veto de aliados próximos ao Kremlin e facilita o fluxo de recursos para a reconstrução de Kyiv. A proposta também depende de acordos políticos entre os membros da UE e com Washington.

O debate ocorre em meio a tensões diplomáticas e a uma ofensiva de Moscou para contornar sanções. Enquanto isso, líderes europeus avaliam caminhos para avançar na ajuda a Ucrânia sem prejudicar relações com a Rússia.

Nesta semana, o assunto ganha relevância em meio a visitas e reuniões previstas entre autoridades europeias e líderes de vários países. A cúpula de Brussels pode definir o destino do uso dos ativos congelados.

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