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Trump pressiona Zelensky por acordo de paz com a Rússia antes do Natal

Merz recebe Zelensky em Berlim para avançar negociações de paz; EUA pressionam por cessar-fogo, com zona desmilitarizada e adesão da Ucrânia à UE em 2027

Zelensky é pressionado por Trump, que espera fechar acordo de paz com a Rússia antes do Natal
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz recebe o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Berlim, para tratar do avanço das negociações de paz, com participação de dirigentes europeus, da Otan e da União Europeia.
  • Os Estados Unidos pressionam Kiev por um cessar-fogo; Trump estaria dando prazo até o Natal para a Ucrânia aceitar seu plano de paz, com possível encontro do grupo E3 (Alemanha, França, Reino Unido) neste fim de semana, seguido de reunião em Berlim.
  • A Ucrânia, com aval europeu, poderia concordar com uma zona desmilitarizada bilateral na região de Donetsk; também surge a ideia norte-americana de uma zona econômica livre nessa região sob controle de Kiev.
  • Garantias de segurança e supervisão por terceiros são discutidas, com França afirmando que não houve acordo territorial e destacando a necessidade de clareza sobre garantias para a Ucrânia.
  • A adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027 é discutida entre diplomatas, com os EUA apoiando a ideia, mas enfrentando resistência entre alguns membros da UE.

O chanceler alemão Friedrich Merz receberá nesta segunda-feira, em Berlim, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e outros dirigentes europeus e representantes da Otan e da União Europeia. O encontro, organizado em duas etapas, vai tratar do avanço das negociações de paz na Ucrânia.

A reunião acontece em Berlim e envolve também autoridades de países da Europa e aliados da Otan. O objetivo é ampliar o ritmo das tratativas para encerrar o conflito com a Rússia. O porta-voz alemão Stefan Kornelius confirmou o formato.

Trump estabelece prazo até o Natal para o plano de paz, segundo relatos. O atual diagnóstico diplomático aponta pressão norte-americana para um cessar-fogo entre Kiev e Moscou. Zelensky afirmou que os EUA buscam concluir o acordo com rapidez.

Pode haver reunião do grupo E3 neste fim de semana, seguida de rodada bilateral em Berlim na segunda-feira. O objetivo é alinhar posições entre Estados Unidos, Europa e Ucrânia sobre as propostas de paz.

Kiev abre espaço para uma zona desmilitarizada com aval europeu, segundo fontes. A ideia envolve definir áreas de retirada de armamento, missões de terceiros e possíveis garantias de segurança. Os detalhes jurídicos devem ficar claros.

Zelensky informou que os EUA avançam com a proposta de uma zona econômica livre na região de Donetsk, ainda controlada por Kiev. A Rússia aponta para uma zona desmilitarizada. A definição depende de acordos entre as partes.

A imprensa francesa destacou que a Ucrânia aceitou a ideia, com o aval dos europeus, de uma zona desmilitarizada bilateral. A coordenação entre Estados Unidos e aliados europeus é apontada como essencial para a forma de supervisão.

As negociações incluem garantias de segurança para a Ucrânia, com participação europeia e americana. Paris e outras capitais defendem clareza sobre o que pode ser assegurado antes de qualquer ajuste territorial.

A adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027 aparece como tema de negociação. Fontes diplomáticas indicam que Washington é favorável, enquanto algumas nações da UE apontam as dificuldades de um ritmo tão acelerado.

Conflito sobre territórios continua a atrapalhar o avanço. Kiev diz que, independentemente do acordo, qualquer decisão envolve consulta popular ou referendo para temas territoriais. Moscou mantém posição de negociações condicionais.

O Kremlin segue sem confirmar ter visto a nova versão do plano dos EUA revisado com Kiev e aliados europeus. Oficial russo sinalizou a possibilidade de insatisfações com pontos ainda em disputa.

Quem governa o Donbass permanece como ponto central. Autoridades russas sugerem que a presença militar pode ser reorganizada, mantendo a Guarda Nacional russa em determinadas áreas, conforme debates com Kiev.

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