- O Camboja fechou as passagens de fronteira com a Tailândia neste sábado 13, após Trump afirmar, sem acordo verificado, que um cessar-fogo havia sido alcançado.
- A violência na fronteira, em disputa de 800 quilômetros, já deixou cerca de meio milhão de deslocados e pelo menos 25 mortos nesta semana, incluindo quatro soldados tailandeses.
- Phnom Penh suspendeu imediatamente todos os movimentos de entrada e saída nas passagens fronteiriças, com ambos os lados trocando acusações sobre ataques a civis e infraestrutura.
- Trump disse ter tido uma “ótima conversa” com Anutin Charnvirakul e Hun Manet e que eles concordaram em cessar todos os disparos; autoridades tailandesas dizem que o tema não foi discutido.
- A região já recebeu intervenção de Estados Unidos, China e Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para cessar-fogo em outras ocasiões, mas novos confrontos e danos civis continuam.
O Camboja fechou as passagens de fronteira com a Tailândia neste sábado 13, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar, sem confirmação verificável, que um cessar-fogo havia sido alcançado. A declaração de Trump ocorreu em meio a novos ataques entre os dois países, que seguem a disputa antiga pela fronteira de 800 quilômetros.
Na fronteira, a violência deixou pelo menos 25 mortos nesta semana, entre eles quatro soldados tailandeses neste sábado. O governo cambojano informou a suspensão imediata de todos os movimentos de entrada e saída em todas as passagens, citando ataques que atingiram civis e infraestrutura civil.
Phnom Penh e Bangcoc trocaram acusações por ações militares recentes, com cada lado relatando danos a civis e infraestrutura. A Tailândia afirmou que seis civis e dois militares ficaram feridos por lançamentos de foguetes; o Camboja registrou mortes de civis e alegou ampliação de ataques a alvos civis.
Contexto da fronteira
O primeiro ministro tailandês afirmou que Trump não informou sobre a necessidade de cessar fogo durante o telefonema de sexta-feira. Ele disse que não houve acordo discutido entre as lideranças, incluindo o cambojano Hun Manet. Trump, por sua vez, elogiou a conversa com Anutin Charnvirakul e Hun Manet.
Trump alegou, em rede social, que as partes concordaram em cessar todos os disparos e retornar ao Acordo de Paz original, firmado em julho, mas não houve verificação independente dessa afirmação. EUA, China e a ASEAN atuaram como mediadores em tentativas prévias de cessar-fogo.
O governo tailandês informou que as conversas não resultaram em acordo, e que nada foi confirmado quanto a retomadas de negociações formais. Enquanto isso, a população civil continua a enfrentar deslocamentos massivos e insegurança. Fontes locais relatam continuações de confrontos perto de áreas de fronteira.
Desdobramentos recentes
O ministério do Interior do Camboja comunicou a intensificação das expulsões e do deslocamento de civis, com relatos de danos a pontes utilizadas para atividades militares. A marinha tailandesa informou destruição de duas pontes camboanas utilizadas para trânsito de armamentos, segundo a defesa tailandesa.
Ao longo do dia, comunidades deslocadas exibiram incerteza sobre o futuro, descrevendo sofrimento e preocupação com a continuidade dos combates. Autoridades de Hun Manet reiteraram a busca por soluções pacíficas, sem, no entanto, avaliar um cessar-fogo concreto neste momento.
Repercussões regionais e apelos
O governo da Malásia pediu a suspensão de hostilidades e que as partes se abstenham de ações militares. Países vizinhos observam com atenção a evoluções na fronteira, diante do histórico conflito e do impacto sobre civis. Autoridades internacionais reiteram a importância de retornos seguros e negociações estáveis.
Entre na conversa da comunidade